O Sindimetrô/RS manifesta o seu irrestrito apoio à luta dos servidores estaduais. Para o sindicato, o salário do trabalhador é sagrado, não devendo, portanto, ser usado como pano de fundo para que o governo aprove projetos como o aumento de impostos e a venda de patrimônio.
Na segunda-feira, dia 3, servidores de diversas categorias do funcionalismo estadual mostraram que não assumirão a responsabilidade pela dita crise propagandeada pelo governador Sartori. Na sexta-feira, dia 31, o governo cortou parte dos salários dos servidores ligados ao executivo. O recado é simples: sem salário, sem trabalho!
Em protesto, mais de quatro mil servidores se reuniram no começo da manhã da segunda-feira, no Centro Administrativo do Estado. Munidos de apitos, bandeiras e cartazes, os manifestantes permaneceram no local por cerca de 2h30min, deslocando-se em seguida até a Avenida Borges de Medeiros, que teve as suas duas pistas fechadas.
O protesto seguiu em direção ao Palácio Piratini. Ao longo do deslocamento, diversas entidades repudiaram o atraso no pagamento. O mesmo aconteceu em frente à sede do governo gaúcho, onde a manifestação foi encerada.
O Acordo Coletivo 2015-2016 já pode ser acessado pelos metroviários. O documento localiza-se no rodapé desta página, no item Documentos. Além das cláusulas sociais, o Acordo traz informações acerca do percentual de reajuste, da cesta básica, do vale cultura, entre outros. Acesse o documento e conheça os seus direitos. No caso de dúvidas, entre em contato com o sindicato.
Como advertido pelo Sindimetrô/RS, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em entrevista à agência Reuters, admitiu a existência de avançados estudos no âmbito do Ministério para concessão à iniciativa privada dos metrôs de Porto Alegre e de Belo Horizonte. O modelo a ser usado, segundo o ministro, é o das Parcerias Público-Privadas (PPP’s).
Durante a assinatura do acordo coletivo 2015, realizada na tarde desta sexta-feira (17), a direção do sindicato questionou a diretoria da Trensurb a respeito das declarações do ministro. Sem muita convicção, a direção da empresa, como em vezes anteriores, negou essa possibilidade.
“Estamos avançando nesse modelo para as duas cidades e devemos ter, em algumas semanas, a concretização da proposta que teremos”, disse o ministro à Reuters. Kassab declarou, ainda, que o processo de concessão deve ser feito no ano que vem.
O Sindimetrô/RS tem posição contrária a essa iniciativa, uma vez que ela prejudica a prestação do serviço na região metropolitana de Porto Alegre e representa uma ameaça aos empregados da Trensurb, que poderão ser demitidos a qualquer momento, de acordo com a conveniência do grupo empresarial que assumir o seu controle. E aqueles que permanecerem passarão a ter a vida profissional regulada pelo regime celetista e não mais pelo instrumento do concurso público.
Com o metrô nas mãos da iniciativa privada, que visa lucro, uma das primeiras providências a ser adotada certamente será a majoração da tarifa. Hoje, para se deslocar entre Porto Alegre e Novo Hamburgo, passando por outras quatro cidades, o passageiro gasta apenas R$ 1,70. No Rio de Janeiro, onde o metrô já foi privatizado, a tarifa é de R$ 3,70.
Depois de um longo processo de negociação, os metroviários aprovaram, em assembleia geral realizada no último dia 10, o acordo coletivo 2015. A assinatura do acordo aconteceu na tarde desta sexta-feira, dia 17, na sede administrativa da Trensurb, em Porto Alegre.
Dirigentes do Sindimetrô/RS, acompanhados da assessoria jurídica da entidade, participaram de reunião especificamente marcada para assinar o acordo, que prevê reajuste salarial de 8,17%, cesta básica de R$ 150,00 e a manutenção do acordo de escalas.
A negociação também garantiu a majoração dos auxílios funeral e creche em 16%, vale alimentação/refeição de R$ 757,00.
Num cenário em que a muitas categorias estão fechando acordos apenas com a reposição da inflação ou mesmo com índices inferiores, os metroviários garantiram uma proposta financeira que, somando o reajuste com a cesta básica, representa ganho real.
Depois de um longo processo de negociação, os metroviários do Rio Grande do Sul fecharam o Acordo Coletivo de 2015. Aprovada em assembleia geral na tarde desta sexta-feira, dia 10, a proposta prevê um reajuste de 8,17% em todas as cláusulas financeiras e a implantação de uma cesta básica, para todos os funcionários, no valor de R$ 150,00 ao mês. A cesta começará a ser paga, através de cartão, a partir do mês de agosto. Entre as propostas aprovadas encontram-se a renovação do acordo de escala por um ano, sem alterações, e a correção de 16% nos auxílios funeral e creche.
Num cenário em que boa parte das categorias profissionais está fechando acordos apenas com a reposição da inflação ou com índices menores, os metroviários gaúchos conseguiram arrancar uma proposta que supera o percentual inflacionário. Essa conquista se deve a mobilização verificada ao longo da negociação. Neste período, foram várias as atividades realizadas, passando pela distribuição de carta aberta aos usuários e pelo cumprimento do padrão nas estações da linha.
O Sindimetrô/RS seguirá exigindo da empresa condições dignas de trabalho e de vida para todos os trabalhadores. Todas as denúncias de irregularidades serão averiguadas pelo sindicato e, se comprovadas, serão levadas ao conhecimento da empresa e publicamente denunciadas nos meios de comunicação do sindicato e através dos órgãos de imprensa do estado.