Hoje, 8 de março, saímos às ruas em um ato unificado pelos direitos das mulheres.
Pelo fim da violência contra a mulher, pela descriminalização do aborto, pelo enfrentamento à extrema-direita e ao fascismo, pelo fim da escala 6×1, por justiça climática e pela Palestina Livre!
Nós do Sindimetrô RS seguimos no fortalecimento dessas lutas e somamos com nossas bandeiras pelo fim das privatizações no país, por uma Trensurb pública e de qualidade e por tarifa zero! Nós metroviárias seguimos mobilizadas no combate ao assédio sexual dentro da empresa e por mais direitos!
Hoje, 6, por volta das 6h30 da manhã, metroviários(as) e apoiadores recepcionaram quem passou na estação da Trensurb Novo Hamburgo. A ação é organizada pelo Sindicato dos Metroviários(as) e o Comitê Metroviário em defesa da Trensurb pública, e faz parte da mobilização permanente contra a privatização da Trensurb. O alerta à população é para a piora do serviço em caso de privatização.
Estiveram no ato dirigentes sindicais Regina Knevitz (Sindicato dos Sapateiros(as) de Campo Bom), Cristina Mendes, (Sindicato dos Comerciários de NH e Região), Paulinho Kley (Sindicato dos Rodoviários de NH) e Conselho dos Aposentados Sapateiros de Campo Bom. Também as presenças de representantes das centrais sindicais, Amarildo Cenci (CUT RS), e representante da CTB Vale do Sinos.
O ato reuniu diferentes entidades e agentes por uma pauta unificada: a defesa da manutenção da Trensurb pública como uma estatal. Estiveram presentes vereadores de Novo Hamburgo Enio Brizola (PT) e Professora Luciana (PT), as representações de Deputados Estaduais Adão Pretto (PT), Issur Koch (PP), Leonel Radde (PT), Miguel Rossetto (PT) e também do Dep. Federal Alexandre Lindenmeyer (PT)
No dia 24 de fevereiro, uma comitiva de metroviários(as) esteve em Rio Grande, onde houve a entrega de um documento endereçado ao presidente Lula pelo presidente do Sindimetrô RS, Chagas. Lula recebeu nossa carta com pedido de retirada da Trensurb do PND e o fim das privatizações no Brasil.
A ação inaugura uma série de agendas que se estenderá pelas cidades onde o trem circula. Ainda em Novo Hamburgo será criado o comitê em defesa do trem e realizada audiência pública na Câmara de Vereadores. Nossa luta é por um transporte público com eficiência, equidade, acessível e menos poluente, com integração e tarifa baixa. Privatização significa aumento de tarifa, mais risco de acidentes e panes constantes.
Transporte é direito, e não mercadoria! Precisamos de mais investimentos para uma expansão sem privatização, para promover o crescimento econômico e proporcionar que mais pessoas tenham acesso ao transporte público.
No sábado, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, estaremos ocupando as ruas em um ato unificado pela vida das mulheres, contra a extrema-direita.
A luta das mulheres muda o mundo! Convocamos todos(as) os(as) metroviários(as) para se juntar ao ato em Porto Alegre, que começa às 9h no largo Glênio Peres.
A direção do Sindimetrô RS estará presente para conversar com a população sobre a importância da luta em defesa de um transporte público, estatal e livre de assédio.
Na próxima quinta-feira, 06, às 6h30 da manhã, os(as) metroviários(as) irão recepcionar quem passa para dialogar no Café com Usuário(a) na estação Novo Hamburgo.
A ação faz parte da mobilização permanente contra a privatização da Trensurb. O alerta à população é para a piora do serviço em caso de privatização.
O ato é uma articulação conjunta entre o Sindimetrô RS e entidades que defendem futuro da Trensurb pública.
Sabemos que a concessão significa a piora do serviço essencial à população gaúcha. Exigimos uma ação imediata do governo federal para a retirada da Trensurb da lista de privatizações.
Por uma Trensurb pública, estatal e de qualidade! Pela tarifa zero! Vai ter luta! LULA, CUMPRA SUA PROMESSA: PELO FIM DAS PRIVATIZAÇÕES!
A categoria metroviária deve celebrar uma vitória histórica da luta sindical e do direito à greve! Em junho de 2019, seis metroviários foram injustamente perseguidos e criminalizados por simplesmente cumprirem seu papel na Greve Geral contra a Reforma da Previdência. Naquele dia, foram acusados de estarem tentando atear fogo nos trilhos, mas estavam cumprindo seus papeis para garantir a ordem do movimento grevista e impedir que terceiros causassem danos à via. Foram detidos, afastados do trabalho e passaram 6 anos enfrentando uma acusação sem provas.
Após uma campanha pela reintegração dos trabalhadores por toda a categoria metroviária, e um longo percurso para provar na justiça a inocência dos(as) trabalhadores(as), a verdade prevaleceu!
No último dia 13 de janeiro, o Ministério Público Federal reconheceu a ausência de provas e pediu o arquivamento. Nenhum laudo pericial indicou qualquer relação dos trabalhadores com o incêndio. Nenhuma imagem confirmou a versão acusatória. Nenhuma evidência sustentava a farsa que tentaram nos impor.
Essa vitória foi possível pela defesa e atuação das assessorias jurídicas do Sindimetrô RS, conduzidas pela Razão e Consciência advogados, que garantiu a absolvição dos metroviários na esfera criminal, e também pela ProJust, que atuou na Justiça do Trabalho para reverter as acusações e garantir a reintegração desses companheiros.
A decisão demonstra que a luta jurídica é também uma ferramenta de resistência na luta em defesa da classe trabalhadora. O contexto das acusações era o do governo Bolsonaro, que queria criminalizar a luta sindical e principalmente atacar o direito de greve.
Essa conquista não é apenas dos seis metroviários, mas de toda a categoria! Mostra que, mesmo em tempos de ataque ao direito de greve, nossa união e solidariedade podem vencer a injustiça.
É uma grande vitória contra a política bolsonarista que atacava a classe trabalhadora.