Hoje, 07, a categoria metroviária se reuniu em assembleia geral ordinária na sede do Sindimetrô RS. A comissão eleitoral foi eleita por unanimidade para conduzir as eleições para representantes sindicais. A comissão foi composta pelos metroviários Piedade (SEGUR), Carolina Fernandes (SEEST), Dias (SETRA), Michele (SEEST) e Queila (ADM).
A partir de amanhã, 08, começa o período de inscrições de candidatos. As inscrições vão até dia 22 de agosto. As eleições acontecem de 23 a 27 de setembro de 2024. O edital já está disponível no site.
Durante a assembleia, foram debatidas as condições de trabalho nos setores da Trensurb. Foram relatadas as más condições em todos os setores. Seja nas estações que estão inoperantes, a situação dos postos temporários de trabalho, o aumento das terceirizações que deixam trabalhadores sem condições mínimas, sem uniforme e equipamentos adequados, falta de luz, de água.
O aumento da insegurança e precariedade das condições de trabalho são preocupantes. O Sindimetrô RS encaminhou diversas denúncias e cobranças em várias instâncias junto à Trensurb e também no Ministério Público do Trabalho.
Todas as soluções apresentadas pela Trensurb tem sido de forma provisória que não resolvem e ainda pioram os problemas nos postos de trabalho e para os usuários. A falta de comunicação, o descaso do patrimônio público tem sido marca da diretoria
Também durante a assembleia, a diretora Keity relatou sobre a campanha de mobilização contra o assédio. Keity revelou que houve um aumento nos casos de assédios sexuais dentro da Trensurb e que o Sindimetrô RS já está trabalhando juntamente da empresa para cobrar e criar protocolos de segurança e encaminhamento dos casos.
Ao final da assembleia, houve a votação e aprovação por unanimidade do metroviário e advogado Jorge Ferreira como diretor sindical.
CONDIÇÕES PARA SER VOTADO (CANDIDATO)
Mais de 6 (seis) meses como sócio do Sindimetrô. Ter se associado até 27 de março de 2024 e estarem dia com as mensalidades, inclusive metroviários aposentados que estejam em dia com as contribuições (art. 67);
Não ter exercido cargo de confiança ou função gratificada na empresa a partir de 22 de agosto de2021 (art.68);
Não ter tido as contas reprovadas quando pertencente a quadros de administração sindical e/ou ter lesado o patrimônio de qualquer entidade sindical (art.69);
Preencher ficha de inscrição (art.70).
CONDIÇÕES PARA VOTAR (ELEITOR)
Mais de 3 (três) meses como sócio do Sindimetrô. Ter se associado até 23 de junho de 2024 e estarem dia com as mensalidades, ou ter quitado as suas mensalidades até 30(trinta) dias antes das eleições, inclusive metroviários aposentados que estejam em dia com as contribuições (art. 79);
AS INSCRIÇÕES PODERÃO SER REALIZADAS NA SEDE DO SINDIMETRÔ OU COM OS MEMBROS DA COMISSÃO ELEITORAL (ART. 70) – RUA MONSENHOR FELIPE DIEHL, 48 – HUMAITÁ – PORTO ALEGRE/RS, EM HORÁRIO COMERCIAL DAS 08:00 ÀS 17:00, DE SEGUNDA À SEXTA-FEIRA.
O SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE TRANSPORTES METROVIARIOS E CONEXAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – SINDIMETRÔ/RS, por seu Presidente e no uso de suas atribuições legais e estatutárias, CONVOCA os seus associados para a ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, para deliberar acerca da Eleição de Representantes Sindicais, a ser realizada no dia 07/08/2024, na sede do Sindimetrô RS, localizado na Rua Monsenhor Felipe Diehl, nº 48, bairro Humaitá, Porto Alegre, com primeira chamada às 12h em segunda e ultima chamada às 12h30, na forma abaixo explicitada, para apreciar e deliberar sobre a seguinte ordem do dia:
Eleição da Comissão Eleitoral para Eleição de Representantes Sindicais.
Condições de Trabalho.
Assuntos Gerais.
Porto Alegre, 03 de agosto de 2024. Luís Henrique Chagas Presidente do Sindimetrô RS
Hoje pela manhã, 29, o Sindimetrô RS esteve na reunião ordinária da CIPA e acompanhou a apresentação da inspeção realizada pelos cipeiros nos postos provisórios de trabalho nos “Trilhos Humanitários”. O indicativo da inspeção é que estes locais sejam interditados devido às péssimas condições de trabalho para os metroviários.
O Sindimetrô RS tem denunciado e buscado diariamente os canais de comunicação e legais para garantir as condições de trabalho junto à diretoria da Trensurb, além de auxiliar na compra de insumos como água. Sabemos da necessidade do serviço que prestamos, porém a negligência da gestão da Trensurb está colocando metroviários em situações precárias e insalubres.
Por consequência, também prestando um serviço precário à população gaúcha, que depende e também está pagando a conta da precariedade do serviço. Uma votação foi solicitada para que a CIPA, democraticamente, leve seus apontamentos à diretoria da empresa. O presidente da comissão inviabilizou essa votação com a justificativa de não ser necessária visto que a ata da reunião iria ser repassada aos interessados.
Na ata, foram sugeridas as melhorias com o indicativo de possível interdição caso a empresa não adeque às condições. Chamamos a atenção que não foi estipulado um prazo para que essas ações sejam tomadas, deixando tanto usuários como metroviários à deriva nos locais provisórios.
A reconstrução da Trensurb passa por transparência e pela participação dos trabalhadores, o que o Sindimetrô RS vem denunciando incansavelmente. O descaso com os trabalhadores tem sido a marca da gestão e está agravando a situação que os eventos climáticos causaram às estruturas da Trensurb.
Salientamos a importância do trabalho prestado pelos metroviários aos gaúchos. Exigimos condições dignas para laborar e que a diretoria da empresa se comunique com seus funcionários para que possamos retomar o trabalho de qualidade que prestamos há mais de 40 anos.
Ontem, 11, estivemos na Assembleia Legislativa para o lançamento da Frente Parlamentar contra a privatização da Trensurb. A frente foi articulada junto da Deputada Estadual Luciana Genro (PSOL) na AL RS. em março. O ato ocorreu na Sala Alberto Pasqualini (4º andar).
As falas dos presentes reafirmaram a importância do serviço da Trensurb não apenas para transportar trabalhadores e estudantes, mas como um fator de desenvolvimento do comércio, cultura e da economia das regiões por onde passa.
Compuseram a mesa junto da parlamentar e da diretoria do sindicato, Carolina Kader , (Associação dos Permissionários do Mercado Público), Zezinho, (assessor da deputada federal da Maria do Rosário), Marília Iglesias (ASHPS/SIMPA), João Ezequiel, (SIMPA), Cebola (pré candidato da prefeitura de Canoas pelo PSOL), Matheus Vicente (presidente do PSOL de Sapucaia do Sul), Ricardo Souza (ASSUFRGS).
Como encaminhamentos, a parlamentar Luciana Genro encaminhará uma solicitação de reunião com a diretoria da Trensurb para cobrar a urgência da abertura das estações e também ouvir as reivindicações dos trabalhadores pelo sindicato.
Sabemos das disputas dentro do governo federal, e só promessas não bastam! Iremos pressionar para que a Trensurb seja definitivamente retirada do PND!