A direção da Trensurb, formada hoje por indicados do governo Lula, que se apresenta como o governo dos trabalhadores, age em completa contradição com esse discurso. Uma direção composta inclusive por ex-sindicalistas, que deveriam ser os primeiros a respeitar o direito legítimo de manifestação, agora faz aquilo que nem mesmo a gestão bolsonarista da Trensurb ousou fazer. Naquele período, aconteceram atos com as cancelas abertas permitindo o acesso gratuito dos usuários, e ainda assim a empresa não adotou atitudes vergonhosas como as que vemos agora.
A cobrança feita contra o Sindimetrô RS pelo ato político realizado no dia 24 de outubro, na Estação Mercado, veio inclusive na forma de uma notificação extrajudicial acompanhada de um boleto, um ataque direto à liberdade sindical e ao direito de organização da categoria.
2025 foi um ano de muita luta. Estamos finalizando o terceiro ano de mobilização constante pelo cumprimento das promessas do governo Lula. A Trensurb segue na lista de privatizações e seguimos resistindo e cobrando compromisso do governo federal com a categoria metroviária e com o povo gaúcho.
Na próxima quinta-feira, 04, estaremos no pátio da Trensurb para um Salchipão de Confraternização. A atividade acontece das 11h às 15h. Te esperamos para confraternizar e fortalecer os próximos passos na luta para a garantia de melhores condições de trabalho e o futuro da Trensurb pública.
Temos direito a um transporte público de qualidade na região metropolitana e seguiremos defendendo a valorização da classe metroviária, por concurso público e tarifa zero!
Está no ar o boletim informativo nº 174 do Sindimetrô RS. A nova edição traz na capa o manifesto aprovado na audiência em Brasília, ocorrida em 23 de setembro. Saiba como foi a audiência pública em defesa da Trensurb e CBTU-PE estatais: pela garantia constitucional ao transporte ocorreu na Câmara Federal.
Um raio-x nas estações e demais postos de trabalho na linha revelam diversas estações e a situação é grave: falta de abastecimento de energia, falta de equipamentos, materiais danificados pelas enchentes, estações com risco de choque elétrico, buracos e também paredes com risco de cair.
Leia também sobre o ato unificado do dia 24 de outubro em defesa da Trensurb pública na estação Mercado Público, atividades do Novembro Negro e a eleição do novo Conselho Fiscal.
O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul promoveu no mês de novembro dois dias de reflexões e de intensas atividades culturais e antirracistas. Os indicadores negativos de desigualdade social, econômica e política que atinge a maioria da população negra no Brasil são ainda preocupantes.
No dia 17, no Pátio da Trensurb, o Sarau Quilombola cantou músicas populares de autoras negras e negros brasileiros, além de terem tornado do poeta e ativista Oliveira Silveira. A atividade foi realizada pelos artistas . Lizza Dias, Machi Torres, Vladimir Rodrigues e Marieta Silveira. Paralela ao sarau, na estação terminal Mercado, usuários(as) e funcionários(as) puderam se encantar com a exposição de artes intitulada Orixás do saudoso Pedro Homero.
Mais tarde, usuários(as) e metroviários (as) tiveram a honra de receber o repertório musical de samba de raiz do prestigiado grupo cultural Benguelê, formado por Maria do Carmo, Cláudia Xavier Duarte, Fábio Silva, Vladimir Rodrigues, Mingo Niemê e Emerson Almeida.
No dia 18, na estação Mercado, os usuários foram agraciados com uma grande roda de capoeira realizada por Mestre Bira e inúmeros mestres desta arte ancestral brasileira.
A programação foi um sucesso e o Sindimetrô RS não baixará a guarda até que a Trensurb seja retirada da lista de empresas públicas que o governo Lula pretende privatizar. A luta sindical em defesa do patrimônio público beneficiará diretamente a comunidade negra.
Neste dia 20 de novembro, nossa luta segue em valorizar lutar por justiça e equidade para o povo negro.