Está no ar o boletim informativo nº 164 do Sindimetrô RS. A nova edição traz uma retrospectiva fotográfica do ano sindical dos metroviários, a participação do nosso sindicato na reunião das centrais com o governo federal em Brasília e a convocação para a assembleia de lançamento do XII Congresso dos Metroviários.
A versão física estará chegando a todos os setores da Trensurb até esta sexta-feira, nos relógios ponto ou nos murais de avisos.
A versão online está disponível para leitura clicando AQUI.
A categoria metroviária se reúne no mês de fevereiro para organizar o XII Congresso dos(as) Metroviários(as) do RS na quarta-feira, dia 01/02,. A assembleia ocorre no saguão do prédio administrativo da Trensurb, às 12h30.
As pautas são a convocação para a participação do Congresso, a eleição da comissão organizadora, a aprovação do regimento interno do Congresso, além do andamento do processo de privatização.
Com o objetivo de organizar as lutas da categoria metroviária, o Sindimetrô RS realiza a XII edição do Congresso dos(as) Metroviários(as) do RS, que acontece nos dias 10, 11 e 12 de março, em Tramandaí.
Não há garantias, a luta pela Trensurb pública continua. No segundo dia do seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou um importante “revogaço” nas privatizações de estatais. Lula interrompeu os processos de venda de empresas públicas estratégicas na vida do povo brasileiro: Correios, EBC (Empresa Brasil de Comunicações), Dataprev, Conab, Nuclep, Serpro, e Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. – PPSA e Petrobrás.
Durante seu discurso de posse, Lula enfatizou a importância do serviço público e da manutenção do patrimônio público. No entanto, também acenou sobre as parcerias com a iniciativa privada. Seguimos com atenção redobrada, pois o futuro da Trensurb pública segue incerto.
Ontem, 12, o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que pretende manter investimentos já previstos em concessões e PPPs. Entre eles, o metrô de BH. A CBTU-MG foi a leilão dia 22 de dezembro de 2022. Apesar da mobilização nacional da categoria metroferroviária, do apoio de membros do Grupo de Transição e parlamentares, a venda foi adiante. Vale lembrar que no ano passado, enquanto era governador da Bahia, Rui Costa entregou o Metrô de Salvador à iniciativa privada.
O processo de privatização da Trensurb continua em andamento. O serviço é essencial e transporta milhares de trabalhadores(as) e estudantes. A privatização significa rifar o patrimônio público e colocar em risco o serviço de qualidade que a Trensurb presta e o emprego dos metroviários. Sem luta, o processo da venda seguirá seu curso, por isso chamamos toda a categoria metroviária para se juntar à luta em defesa da Trensurb pública.
Porto Alegre foi uma das cidades que foi para as ruas contra o nazifascismo extremista do bolsonarismo. O Sindimetrô RS se juntou a milhares de pessoas na esquina democrática. A resposta das ruas é a indignação aos atos antidemocráticos ocorridos de forma organizada no último domingo, 8, quando mais de quatro mil terroristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília.
O rastro de caos ainda está sendo contabilizado e os responsáveis, investigados. Mais de 400 pessoas foram detidas por atos criminosos. A covardia de Bolsonaro continua. A pressão para que ele seja julgado e pague por seus atos está aumentando, os responsáveis pelos atos de ontem precisam ser nomeados, responsabilizados e punidos.
Temos muito trabalho pela frente. Derrotar o fascismo é uma tarefa demorada e constante. Qualquer atividade que ameaça nossa democracia e as liberdades constitucionais deve ser punida exemplarmente
O bolsonarismo não foi derrotado nas urnas e segue pulsando violentamente. O que defendem não é liberdade de opinião, e a tentativa de invasão no congresso nacional e na sede do STF, na sede dos três poderes em Brasília, é criminosa.
O ódio disseminado por extremistas é o ódio à democracia e ao patrimônio nacional. A destruição do Congresso, a depredação geral às salas, agressões a jornalistas é feita por “cidadãos de bem”, trajados de verde e amarelo que se intitulam “patriotas”. É inacreditável que tantas pessoas tenham chegado facilmente para esta invasão.
O ato golpista de hoje ocorrendo neste momento em Brasília é resultado disso. Bolsonaro incentivou e estimulou estas atividades. Diversos grupos extremistas vêm ameaçando invasões e atos violentos contra a democracia. Estas pessoas precisam ser nomeadas: são terroristas.
Após o resultado das eleições presidenciais, grupos de ultradireita formaram acampamentos em frente a quartéis generais por todo país. O motivo do protesto? A própria democracia. Os bloqueios nas estradas seguiram por dias, enquanto os bolsonaristas pediam intervenção militar. Sem nenhuma punição ou consequência, defendem o golpe de estado e não aceitam o resultado das urnas.
Como tanta gente chegou a Brasília e acessou a praça dos três poderes em um ato orquestrado para disseminar o caos e a destruição? Quem financia estes grupos?
É abissal a diferença de tratamento das forças policiais com servidores públicos, estudantes, e professores – protestando de forma legítima. Ao contrário dos terroristas bolsonaristas em Brasília, que foram inclusive escoltados e tiravam fotos com agentes policiais.
A ditadura militar foi um período extremamente violento da nossa história. A ditadura levou a vida de milhares de pessoas que defenderam os direitos e lutaram pelo resgate da democracia no Brasil. Para haver democracia para sempre, é preciso defendê-la e combater o fascismo e o conservadorismo. Não pode haver anistia para quem é antidemocrático, para quem destrói o patrimônio público.
A luta por equidade racial vem de longe, desde os primeiros quilombos na época colonial. Apesar dos apagamentos históricos da luta negra, a resistência segue. Houve avanços na questão de combate ao racismo, mas o caminho ainda é longo para falarmos de igualdade.
A presença negra na cultura gaúcha e brasileira foi historicamente apagada. Durante o mês da consciência negra, a secretaria de raça do Sindimetrô RS propôs uma série de encontros. As atividades foram para despertar e enriquecer o debate sobre a potência negra e o antirracismo: sarau cultural, palestras, oficinas, sorteio de livros e conteúdos digitais movimentaram nosso novembro negro.
O caminho ainda é longo: hoje, na Trensurb, empregados que se autodeclaram pretos(as)/negros(as) representam apenas 6,7%. Quando fazemos esse recorte apenas para o público feminino, o número cai para apenas 1,18% do quadro de funcionários. Já nos cargos de chefia, nenhuma pessoa negra.
Em 2023, teremos grandes representações negras dentro do Ministério federal, como Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, Margareth Menezes na pasta da Cultura, Silvio de Almeida comandando o Ministério de Direitos Humanos e Anielle Franco como Ministra de Igualdade Racial.