Porto Alegre foi uma das cidades que foi para as ruas contra o nazifascismo extremista do bolsonarismo. O Sindimetrô RS se juntou a milhares de pessoas na esquina democrática. A resposta das ruas é a indignação aos atos antidemocráticos ocorridos de forma organizada no último domingo, 8, quando mais de quatro mil terroristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília.
O rastro de caos ainda está sendo contabilizado e os responsáveis, investigados. Mais de 400 pessoas foram detidas por atos criminosos. A covardia de Bolsonaro continua. A pressão para que ele seja julgado e pague por seus atos está aumentando, os responsáveis pelos atos de ontem precisam ser nomeados, responsabilizados e punidos.
Temos muito trabalho pela frente. Derrotar o fascismo é uma tarefa demorada e constante. Qualquer atividade que ameaça nossa democracia e as liberdades constitucionais deve ser punida exemplarmente
O bolsonarismo não foi derrotado nas urnas e segue pulsando violentamente. O que defendem não é liberdade de opinião, e a tentativa de invasão no congresso nacional e na sede do STF, na sede dos três poderes em Brasília, é criminosa.
O ódio disseminado por extremistas é o ódio à democracia e ao patrimônio nacional. A destruição do Congresso, a depredação geral às salas, agressões a jornalistas é feita por “cidadãos de bem”, trajados de verde e amarelo que se intitulam “patriotas”. É inacreditável que tantas pessoas tenham chegado facilmente para esta invasão.
O ato golpista de hoje ocorrendo neste momento em Brasília é resultado disso. Bolsonaro incentivou e estimulou estas atividades. Diversos grupos extremistas vêm ameaçando invasões e atos violentos contra a democracia. Estas pessoas precisam ser nomeadas: são terroristas.
Após o resultado das eleições presidenciais, grupos de ultradireita formaram acampamentos em frente a quartéis generais por todo país. O motivo do protesto? A própria democracia. Os bloqueios nas estradas seguiram por dias, enquanto os bolsonaristas pediam intervenção militar. Sem nenhuma punição ou consequência, defendem o golpe de estado e não aceitam o resultado das urnas.
Como tanta gente chegou a Brasília e acessou a praça dos três poderes em um ato orquestrado para disseminar o caos e a destruição? Quem financia estes grupos?
É abissal a diferença de tratamento das forças policiais com servidores públicos, estudantes, e professores – protestando de forma legítima. Ao contrário dos terroristas bolsonaristas em Brasília, que foram inclusive escoltados e tiravam fotos com agentes policiais.
A ditadura militar foi um período extremamente violento da nossa história. A ditadura levou a vida de milhares de pessoas que defenderam os direitos e lutaram pelo resgate da democracia no Brasil. Para haver democracia para sempre, é preciso defendê-la e combater o fascismo e o conservadorismo. Não pode haver anistia para quem é antidemocrático, para quem destrói o patrimônio público.
A luta por equidade racial vem de longe, desde os primeiros quilombos na época colonial. Apesar dos apagamentos históricos da luta negra, a resistência segue. Houve avanços na questão de combate ao racismo, mas o caminho ainda é longo para falarmos de igualdade.
A presença negra na cultura gaúcha e brasileira foi historicamente apagada. Durante o mês da consciência negra, a secretaria de raça do Sindimetrô RS propôs uma série de encontros. As atividades foram para despertar e enriquecer o debate sobre a potência negra e o antirracismo: sarau cultural, palestras, oficinas, sorteio de livros e conteúdos digitais movimentaram nosso novembro negro.
O caminho ainda é longo: hoje, na Trensurb, empregados que se autodeclaram pretos(as)/negros(as) representam apenas 6,7%. Quando fazemos esse recorte apenas para o público feminino, o número cai para apenas 1,18% do quadro de funcionários. Já nos cargos de chefia, nenhuma pessoa negra.
Em 2023, teremos grandes representações negras dentro do Ministério federal, como Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, Margareth Menezes na pasta da Cultura, Silvio de Almeida comandando o Ministério de Direitos Humanos e Anielle Franco como Ministra de Igualdade Racial.
Em 26 de outubro, nas vésperas do segundo turno das eleições para presidência e governo do Estado, celebramos o Dia do Metroviário e Metroviária na sede do Sindimetrô RS. Na ocasião, também prestamos nossa homenagem aos trabalhadores(as) que encerraram seu ciclo na Trensurb, com a aposentadoria.
Reverenciamos a participação de trabalhadores e trabalhadoras na construção histórica do sindicato e da democracia no país. O Sindimetrô RS fica à disposição e conta com o apoio dos seus sócios.
A luta em defesa da Trensurb pública é histórica e segue. Venha pra luta, se mobilize. Não podemos esquecer que nenhum direito é dado, mas conquistado pela força da organização coletiva.
Agradecemos e saudamos a dedicação da categoria metroviária à Trensurb, construindo vínculos entre amigos, família e quem utiliza o serviço público de transporte. Um viva à categoria metroviária, que transporta milhões de pessoas no Brasil inteiro!
O presidente do Sindimetrô/RS, conforme disposições estatutárias, convoca REUNIÃO DO CONSELHO DIRETIVO da entidade, a ser realizada no dia 06 de janeiro de 2023, às 9:30h, na Sede do Sindicato, situada na R. Monsenhor Felipe Diehl, número 48, com a seguinte pauta: