O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô/RS), por seu Presidente, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, convoca os associados do Sindicato para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 01 de fevereiro de 2023, no saguão térreo externo da sede da Trensurb, situado à Rua Ernesto Neugebauer, nº 1985, Bairro Humaitá, Porto Alegre/RS, em primeira chamada às 12 horas e, em segunda e última chamada às 12 horas e 30 minutos. Em pauta, a discussão e deliberação da seguinte ORDEM DO DIA:
1. Convocar o XII Congresso dos Metroviários e Metroviárias do RS;
Nesta semana, uma reportagem da GZH trouxe um alarmante cenário: Houve redução de 111 linhas de ônibus em Porto Alegre. Atualmente, apenas 260 linhas estão em circulação. Em 2019, eram 371.
Além do tempo de espera, o acesso à cidade está prejudicado. Os dados disponibilizados pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) comprovam a diminuição das linhas, e também do número de viagens. Desde março de 2020, houve uma queda de 40% no número de viagens, segundo o levantamento da reportagem da GZH.
A prefeitura justifica uma mudança no comportamento dos(as) passageiros(as), mas sabemos: a classe trabalhadora que necessita de transporte público não mudou. Quem se levanta cedo todos os dias para enfrentar ônibus superlotados enfrenta ainda mais precarização no dia a dia. Durante a pandemia, Melo retirou isenções, reduziu direitos, extinguiu os postos de trabalho de cobradores de ônibus com a justificativa de que iria melhorar o sistema de mobilidade urbana de Porto Alegre.
Melo se orgulha do modelo que vem executando na capital gaúcha: vender cada centímetro da cidade à iniciativa privada. Quem ganha com isso? A venda dos novos abrigos de ônibus, instalados desde o final de 2022, é mais um exemplo. O contrato de concessão durará por 30 anos e tem como principal renda a venda de espaço publicitário dos mais de mil pontos espalhados pela cidade.
Apresentados como uma oferta de tecnologia e renovação, a empresa Eletromídia defende que os abrigos contribuem para a mobilidade e a sustentabilidade da cidade. Os abrigos prometem oferecer wi-fi, entradas USB, câmeras de vigilância e telhados verdes. Mas e os ônibus?
Infelizmente, os abrigos não oferecem o que solucionaria realmente os problemas da mobilidade urbana: mais transporte público. A solução sustentável é a diminuição de emissão de gases poluentes, com a circulação de menos carros de transporte individual, e mais investimento no transporte coletivo. O transporte público está em crise em todo o país. No entanto, ao invés de apresentarem projetos, planejamento, os governos têm contribuído ainda mais com a crise, investindo dinheiro no transporte privado.
O transporte é um direito constitucional. Precisamos de um projeto nacional, com receitas e investimentos para oferecer aos cidadãos o direito de acesso e mobilidade à cidade.
Está no ar o boletim informativo nº 164 do Sindimetrô RS. A nova edição traz uma retrospectiva fotográfica do ano sindical dos metroviários, a participação do nosso sindicato na reunião das centrais com o governo federal em Brasília e a convocação para a assembleia de lançamento do XII Congresso dos Metroviários.
A versão física estará chegando a todos os setores da Trensurb até esta sexta-feira, nos relógios ponto ou nos murais de avisos.
A versão online está disponível para leitura clicando AQUI.
A categoria metroviária se reúne no mês de fevereiro para organizar o XII Congresso dos(as) Metroviários(as) do RS na quarta-feira, dia 01/02,. A assembleia ocorre no saguão do prédio administrativo da Trensurb, às 12h30.
As pautas são a convocação para a participação do Congresso, a eleição da comissão organizadora, a aprovação do regimento interno do Congresso, além do andamento do processo de privatização.
Com o objetivo de organizar as lutas da categoria metroviária, o Sindimetrô RS realiza a XII edição do Congresso dos(as) Metroviários(as) do RS, que acontece nos dias 10, 11 e 12 de março, em Tramandaí.
Não há garantias, a luta pela Trensurb pública continua. No segundo dia do seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou um importante “revogaço” nas privatizações de estatais. Lula interrompeu os processos de venda de empresas públicas estratégicas na vida do povo brasileiro: Correios, EBC (Empresa Brasil de Comunicações), Dataprev, Conab, Nuclep, Serpro, e Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. – PPSA e Petrobrás.
Durante seu discurso de posse, Lula enfatizou a importância do serviço público e da manutenção do patrimônio público. No entanto, também acenou sobre as parcerias com a iniciativa privada. Seguimos com atenção redobrada, pois o futuro da Trensurb pública segue incerto.
Ontem, 12, o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que pretende manter investimentos já previstos em concessões e PPPs. Entre eles, o metrô de BH. A CBTU-MG foi a leilão dia 22 de dezembro de 2022. Apesar da mobilização nacional da categoria metroferroviária, do apoio de membros do Grupo de Transição e parlamentares, a venda foi adiante. Vale lembrar que no ano passado, enquanto era governador da Bahia, Rui Costa entregou o Metrô de Salvador à iniciativa privada.
O processo de privatização da Trensurb continua em andamento. O serviço é essencial e transporta milhares de trabalhadores(as) e estudantes. A privatização significa rifar o patrimônio público e colocar em risco o serviço de qualidade que a Trensurb presta e o emprego dos metroviários. Sem luta, o processo da venda seguirá seu curso, por isso chamamos toda a categoria metroviária para se juntar à luta em defesa da Trensurb pública.