A eleição dos novos representantes da base (2021 a 2024) se encerrou na última sexta-feira (24) e finalizou o processo eleitoral iniciado em julho. A nova nominata toma posse no dia 08 de outubro.
Agora, estes colegas terão a incumbência de se inserir na luta contra a privatização da Trensurb, ajudar nas mobilizações da base, colaborar na atuação sindical e levar ou trazer as demandas dos metroviários à diretoria do Sindimetrô.
Confira os nomes e as votações dos titulares e dos suplentes de representantes eleitos por setor.
Na tarde de hoje foi assinada a renovação do Acordo Coletivo e de Escalas dos trabalhadores da Trensurb. Os acordos foram renovados por dois anos (2021-2023) e mantêm conquistas históricas da categoria.
Apesar da política do governo federal de retirar direitos e querer acabar com os serviços e servidores públicos, os metroviários se mobilizaram por mais de quatro meses para que não houvesse retrocesso em relação ao acordo atual. Após impasses e endurecimento por parte da Trensurb, a categoria decretou greve e as negociações tiveram que ser mediadas pelo TRT.
A última mediação feita pelo TRT com o Sindimetrô RS, a comissão de negociação e a Trensurb ocorreu no dia 13 de setembro. A aprovação da contraproposta da empresa foi decidida por ampla maioria em assembleia geral.
Em meio a escândalos de corrupção na péssima gestão da crise sanitária por parte do governo Bolsonaro, o país já soma 595 mil vidas perdidas por covid-19. Enquanto o governo aumenta a conta de luz, debocha e sugere que desliguemos as luzes e tomemos banho frio, estamos no escuro, sem rumo, sem liderança.
O aumento do preço do gás está obrigando famílias a se arriscarem a usar métodos inseguros para preparo de alimentos, que está cada dia mais caro e escasso. O Brasil está de volta ao mapa da fome e o desemprego só aumenta. A reprovação ao governo atinge 53%, pior índice do mandato. Por estas e outras que 81 manifestações já estão marcadas em 76 cidades de todas as regiões do Brasil e de outros 10 países.
O projeto de privatizações e desmonte do serviço público segue sendo uma pauta governista que ameaça a retirada de direitos dos trabalhadores. Contra as privatizações, contra a reforma administrativa, gritamos: FORA BOLSONARO.
ATO – FORA BOLSONARO DIA 02 DE OUTUBRO (SÁBADO) CONCENTRAÇÃO: ÀS 15 HORAS, NO LARGO GLÊNIO PERES – PORTO ALEGRE/RS
Use máscara PFF2 ou N95, traga álcool gel e mantenha distanciamento para um ato seguro.
Está disponível nos setores da empresa a edição impressa do boletim do Sindimetrô #158. E a versão online está disponível clicando AQUI.
Pautas: (negrito + itálico)
⇒ Renovação dos Acordos Coletivos;
⇒ O passo a passo das Negociações;
⇒ Solidariedade dos Metroviários aos trabalhadores da Gerdau;
⇒ Relato das trabalhadoras da Carris aos metroviários.
Na tarde desta segunda-feira, 13, os metroviários decidiram por ampla maioria em assembleia geral pela aprovação da contraproposta apresentada pela empresa. A última mediação feita pelo TRT com o Sindimetrô RS, a comissão de negociação e a Trensurb.
Após quatro meses e meio de negociações, a empresa exigiu a exclusão de seis cláusulas dos acordos – algumas delas conquistas históricas, de décadas de lutas – eram elas:
● 8ª cláusula: Adicional Noturno
● 48ª Cláusula: Marcação de Férias;
● 49ª cláusula: Licença Médica/Melhoria Salarial;
● 58ª cláusula: Garantia dos Direitos Sindicais;
● 61ª cláusula: Desconto Assistencial;
● Acordo de Escalas – 9ª cláusula: exclusão do parágrafo único
Depois de voltar atrás nestas cláusulas já negociadas e acordadas, a categoria decidiu por decretar “estado de greve”. A mobilização surtiu efeito e fez a empresa recuar em quatro das seis cláusulas em uma nova mediação, ocorrida em 03/09.
Em uma terceira mediação, ocorrida na quarta-feira, dia 8, a empresa desistiu da quinta cláusula que regulava a licença médica para fins de promoção e progressão internas. A empresa indicou a exclusão de uma das cláusulas em nova proposta, a que versava sobre marcação de férias, na qual a categoria cedeu, pois ela está assegurada pela CLT.
No final da tarde desta segunda, uma última mediação no TRT 4 entre as partes encerrou as negociações a partir da decisão da categoria em assembleia geral. A renovação dos acordos por dois anos garante reposição inflacionária de 100% do índice do INPC nos salários em maio de 2022 e um abono de R$1.000,00 em julho de 2022.
Agora, todas as forças dos metroviários miram no processo de privatização que segue seus trâmites no BNDES e no Programa de Parceria e Investimentos (PPI) do governo Bolsonaro: “Aprovar nosso acordo faz com que possamos avançar e abrir caminho para a verdadeira luta que é contra a privatização”, afirmou Ronas Filho, diretor jurídico do Sindimetrô RS.