Neste sábado, 27, ainda dentro do mês Internacional da Mulher, as metroviárias sofreram um duro golpe na sua luta contra o machismo e o assédio. A empresa reintegrou um metroviário denunciado por assédio sexual, sem concluir a investigação.
Denunciado na polícia e na empresa, ele se afastou por três meses, enquanto corria a investigação interna do crime cometido contra uma colega. Para as metroviárias, esta reintegração sem o parecer da Comissão Permanente de Processos Disciplinares (COPED) é uma decisão intolerável.
Uma das colegas da vítima se recusou a trabalhar no mesmo ambiente do agressor, e comunicou sua decisão à chefia, que preferiu puni-la com a realocação para outra estação. A decisão do superior revoltou as metroviárias e causou uma grande comoção nas redes sociais: “Estamos indignadas. Isso é humilhante e revoltante”, declarou a diretora Diana Ferreira da Rosa.
“Isso só encoraja os abusadores a repetirem a atrocidade na certeza da impunidade”, disse a diretora adjunta Flaviani Castro.
A INCOERÊNCIA DA TRENSURB
Há poucas semanas a Trensurb lançou uma campanha contra o abuso sexual. A atitude ocorreu após uma usuária ter sido atacada dentro de um vagão. Por causa desse crime, a deputada estadual Luciana Genro (PSOL) pediu a criação de um vagão exclusivo para mulheres.
As integrantes da diretoria das mulheres do Sindimetrô/RS são unânimes: Não adianta a empresa pregar contra o assédio nas redes sociais, e na prática fechar os olhos para os crimes dos próprios funcionários.
Na última quarta-feira, dia 24, o Sindimetrô, com apoio de entidades parceiras promoveu uma manifestação na estação Mercado pedindo a revisão do calendário de vacinação da região metropolitana.
Por estarem atuando na linha de frente desde o início da pandemia, sem parar por nenhum momento, o sindicato vê a categoria como essencial e que deve ser priorizada no plano de imunização das cidades atendidas pelos serviços da Trensurb.
No final da tarde desta quarta-feira, 24, um ato na estação Mercado reuniu servidores públicos que estão na linha de frente desde o início desta pandemia, como metroviários, rodoviários, além de trabalhadores da Educação, dos Correios e da Saúde.
Os representantes manifestaram repúdio à negligência e à política genocida do governo federal e exigiram a vacinação imediata para todos e pelo SUS. Os trabalhadores também pedem a revisão do calendário da vacinação prioritária para estes sejam umas das próximas categorias a receber a imunização.
A manifestação ocorreu a partir das 16:30 e as entidades que apoiam a luta dos metroviários contra a privatização da Trensurb liberaram as catracas durante 30 minutos no horário de pico. O protesto, simbólico, foi um alerta ao governo federal, que abandonou a população na hora mais crítica da pandemia.
“Atos simbolicamente grandiosos como este mostram que estamos no caminho certo para derrubar este governo que minimiza a pandemia e quer vender tudo o que é público.”, declarou Alexandre Nunes, do sindicato dos Correios. (Sintect RS)
Para os dirigentes do Sindimetrô, o Dia Nacional de Luta, que levou trabalhadores de várias partes do país a saírem às ruas em protesto, marcou a unidade de várias categorias. E só unidas, elas serão capazes de derrotar o governo Bolsonaro.
O presidente da entidade disse que o ato foi uma demonstração da unidade na luta de todas as categorias que o Sindimetrô sempre almeja: “Esse governo tem que saber que não vamos tolerar mais os desmandos. Queremos a vacinação já”, disse Chagas.
DE MANHÃ, NO PIRATINI
Antes, na manhã desta quarta-feira, dia 24, o Sindimetrô participou do ato do Dia Nacional de Luta, na frente do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa do RS, convocada por centrais e por movimentos sociais. A manifestação pedia lockdown já, auxílio emergencial para todos que ficaram sem renda e vacinação imediata e para todos. Participaram categorias como a dos rodoviários, dos profissionais da saúde, da educação, dos Correios, dos juízes federais, entre outros.
Respeitando os protocolos e a higienização dos equipamentos utilizados, diversos dirigentes sindicais tomaram a palavra e condenaram as políticas desastrosas de Bolsonaro e Leite, que só fazem aumentar as contaminações e as mortes por coronavírus. E cobraram ações realmente efetivas também do poder legislativo em ambas as esferas.
– Conselho Fiscal aprova contas de 2020 do Sindimetrô/RS;
– Diretoria Financeira apresenta Plano Trienal aos conselheiros;
– Pareceres favoráveis são assinados sem ressalvas pelo Conselho;
– Veja versão resumida do Plano Orçamentário Trienal 2021/2023.