Neste sábado, dia 23, ocorre em todo o país a carreata “Vacina Já para Todos e Impeachment Já”. O protesto contra o governo Bolsonaro está previsto para acontecer em pelo menos 15 estados brasileiros.
No RS os movimentos ocorrem em Porto Alegre, Novo Hamburgo e Rio Grande. Na capital gaúcha a mobilização se concentra a partir das 16 horas, no Largo Zumbi dos Palmares, com a saída prevista para às 16:30.
Por uma vacinação universal pelo SUS e pelas vidas dos brasileiros sem Bolsonaro no poder, junte-se aos metroviários e aos trabalhadores da saúde nesta carreata.
O descaso do governo Bolsonaro com a vacinação da população contra a covid-19 é desesperador. Enquanto mais de 50 países já imunizam seus cidadãos desde dezembro, jamais podemos esquecer que Bolsonaro sabotou, desde o início o Programa Nacional de Imunização.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial da chinesa Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan e a AstraZeneca da Universidade de Oxford. Esta última será desenvolvida pela Fiocruz e ainda está na Índia.
O governo Bolsonaro aplicou uma mentira na população, mostrando avião preparado para decolar, mas a verdade é que o governo indiano está vendendo para outros países, mas para o Brasil não, por ações desastradas do Itamaraty.
Por enquanto, temos menos de 6 milhões de doses para vacinar uma massa de quase 212 milhões de pessoas. Bolsonaro e sua patota, com o consentimento do Ministério das Relações Exteriores, criou uma crise diplomática com a China que vai acabar atrasando a fabricação nacional de vacinas pelo Butantan e pela Fiocruz, por falta de insumos.
O Ministério da Saúde deixou Manaus abandonada, que vive o maior colapso da saúde de sua história. Os pacientes continuam morrendo asfixiados, por falta de oxigênio. A Venezuela demonstrou solidariedade, algo que o governo brasileiro não teve, e enviou caminhões com tanques de oxigênio. Este é o cenário no país, onde mais de 210 mil pessoas perderam a vida por causa do coronavírus e a doença segue avançando.
As clínicas privadas já se articulam para importar vacinas, o que aumentará ainda mais as desigualdades na distribuição do insumo no país. O Sindimetrô/RS repudia veementemente essa postura do setor privado e defende a vacinação universal pelo SUS. O presidente Luís Henrique Chagas lembra que as empresas não testaram os trabalhadores contra covid: “Será que agora vão comprar vacinas? Isso é conversa para explorar a população.”, criticou Chagas.
O sindicato já reivindicou à Trensurb, que a nossa categoria integre os grupos prioritários da vacinação: “Os metroviários estão em contato, diariamente, com milhares de pessoas nos trens e nas estações. É fundamental que esses trabalhadores estejam imunizados, primeiro para garantir a saúde, depois para barrar a circulação do vírus”, alertou Chagas.
A vacinação universal pelo SUS e o impeachment de Bolsonaro é o tema da manifestação conjunta dos sindicatos dos Metroviários do Rio Grande do Sul, dos Trabalhadores da Saúde e da Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição com o grito de “Vacina e impeachment, já!”.
A primeira atividade coletiva será uma carreata no dia 23 de janeiro (sábado), com início às 16 horas, no Largo da Epatur. Os dirigentes das entidades enfatizaram a importância da aquisição e distribuição gratuita e universal das vacinas pelo governo federal.
Para o Sindimetrô é inviável a permanência de Bolsonaro na presidência da República: “Enquanto o mundo inteiro comemora a chegada das vacinas contra a Covid, ele faz campanha contra.”, afirmou o presidente Chagas.
Pelo Sindimetrô participaram o presidente Chagas, a secretária-geral Ayllu e os diretores Ronas (jurídico), Flaviani (mulher) e Kauê (comunicação).
O Sindimetrô garantiu na justiça que a Trensurb realize testes para a Covid-19 nos metroviários e a repeti-los a cada 21 dias. A sentença judicial deve ser cumprida enquanto vigorarem os decretos estaduais de enfrentamento da pandemia. A medida abrange os 850 metroviários da base da entidade.
A decisão da juíza Daniela Elisa Pastório da 1ª Vara do Trabalho de São Leopoldo, atende a ação do Sindicato dos Metroviários do RS, através da assessoria jurídica Britto & Lemmertz. A magistrada estabeleceu multa diária de R$ 2.000,00 em caso de descumprimento, a contar da data da notificação.
O presidente do Sindimetrô/RS disse que a medida traz mais segurança aos metroviários da linha de frente, que não pararam, e também aos usuários do trem: “Foram seis meses de disputa judicial, mas conseguimos garantir que os metroviários sejam testados periodicamente”, declarou Luís Henrique Chagas.
Da tramitação
O Sindimetrô/RS ajuizou a ação em 17 de julho passado, no auge da pandemia, e conseguiu uma liminar no dia 27 do mesmo mês. A empresa recorreu e a liminar foi cassada três dias depois. Agora, seis meses depois, no julgamento do mérito, o pedido foi considerado procedente.
Momento crítico
Num momento em que o país enfrenta, dentro de sua crise sanitária, situações desesperadoras como a de Manaus, onde a segunda chega com ainda mais força que a primeira, esta é uma importante vitória da categoria, mesmo com o governo Bolsonaro e seu ministério da saúde se omitindo de suas responsabilidades e sabotando deliberadamente o trabalho de profissionais da saúde e de cientistas.
– A Secretaria da Mulher exige uma punição exemplar ao caso de assédio sexual na Trensurb.
– Posse da nova diretoria do sindicato para o triênio 2021-2023
– Um editorial alerta os metroviários para as principais lutas da categoria para 2021.
– A Frente em Defesa do Transporte Público sobre Trilhos denuncia a perseguição do governo Bolsonaro contra 540 funcionários da CBTU Rio.