Dilma deve anunciar pacote de concessões nesta terça. Sindimetrô/RS tem posição contrária à privatização do metrô de Porto Alegre

Está previsto para esta terça-feira, dia 9, o anúncio pelo governo Federal de um pacote de concessões à iniciativa privada. Entre os serviços ameaçados estão os aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza, além de portos e ferrovias.

Especula-se, principalmente na imprensa, que no pacote consta a concessão dos metrôs de Porto Alegre. Neste caso, a nova linha ligando o centro à zona norte da capital e os atuais serviços prestados pela Trensurb na região metropolitana.

Nada, entretanto, está confirmado.  Certo, porém, é que na esteira da crise econômica que o país atravessa o governo ampliará o leque de privatizações de empresas e outros órgãos públicos. Uma política iniciada pelo governo FHC e continuada nos governos do PT.

O Sindimetrô/RS é frontalmente contra a privatização do metrô de Porto Alegre. Essa medida afetará diretamente a qualidade do serviço prestado à população, além de trazer sérios prejuízos ao corpo de funcionários da empresa.

Para os funcionários, a privatização escancara a porta para demissões injustificadas. Já para os usuários do trem metropolitano, a consequência imediata será o aumento no valor da tarifa, hoje subsidiada com recursos da União.

A luta do Sindimetrô/RS contra a privatização do trem ganhou força quando o sindicato decidiu barrar a ampliação da terceirização na empresa. Luta que teve o seu ápice nas duas paralisações contra o PL 4330 realizadas neste semestre.

O Sindimetrô/RS já vem denunciando, desde 2010, a intenção da Trensurb que já terceirizou parte do Setor de Manutenção, a precarização dos serviços, a empresa vem acenando a Terceirização a tempos e tudo isto culminando neste Pacotão:  demissões, aumento de passagem e enriquecimentos dos empresários. No entanto, no momento precisamos aguardar as resoluções anunciadas pelo Governo Federal para nos posicionarmos e tomarmos todas as atitudes cabíveis.

29 de maio: mais um dia de muita luta dos trabalhadores brasileiros

paralisação29Num dia histórico para o futuro da classe operária do Brasil, os metroviários gaúchos mais uma vez mostraram que ficar de braços cruzados, esperando que alguém faça alguma coisa pelo trabalhador, não tem a nossa cara. Voltamos a nos inserir na história do sindicalismo nacional como uma categoria corajosa e consciente acerca de direitos conquistados com muita luta ao longo dos últimos séculos. Lutas que levaram, inclusive, mulheres e homens à morte. Pessoas que ousaram rechaçar do nosso país um sistema escravagista imposto por um imperialismo desumano praticado pelo sistema capitalista.

Infelizmente é a volta desse sistema que tem norteado as ações do atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). O parlamentar, com o apoio de muitos outros colegas, deseja acabar com conquistas históricas dos trabalhadores. O Projeto de Lei 4330, que amplia a possibilidade de terceirização em todos os setores da economia e da prestação de serviços, nada mais é que um navio negreiro aportando novamente no nosso território. Desta vez, porém, negros e brancos serão escravos de um sistema voltado exclusivamente ao lucro, que dá às costas para o social. A precarização das relações de trabalho é o que almejam o presidente da Câmara e o governo Dilma.

Entretanto, a mobilização do dia 29 de maio, em todas as regiões do país, deixou claro que os trabalhadores não aceitarão de braços cruzados a retirada de direitos. E os metroviários, em particular, não abaixarão à guarda. Atentos estarão diante de projetos e outras medidas draconianas dos governos federal e estadual e do Congresso Nacional. A família metroviária continua unida e muito forte. O Sindimetrô-RS agradece a categoria, que com coragem e disposição de luta tem enfrentado de modo exemplar este conjunto de projetos elaborados por congressistas e governantes que atentam contra a classe trabalhadora brasileira.

Avante metroviários! Rumo à greve geral, se preciso for!

Metroviários decidem paralisar atividades nesta sexta

Em assembleia geral realizada na tarde da quarta-feira, dia 27, os metroviários decidiram paralisar as atividades na próxima sexta-feira, dia 29, contra o Projeto de Lei 4330 e para exigirem a revogação das Medidas provisórias 664 e 665, editadas pelo governo Dilma. Os trens que operam na região metropolitana de Porto Alegre deixarão de circular a partir da meia-noite da quinta-feira, dia 28.

Os metroviários se somarão a trabalhadores de outras categorias, que já confirmaram adesão ao dia nacional de paralisação. Os rodoviários de Porto Alegre decidiram em assembleia realizada na segunda-feira, dia 25, cruzar os braços. Mesma posição foi adotada pelos servidores do Judiciário e do Executivo estadual, dos municipários da capital (estes já em greve) e dos trabalhadores da rede estadual de educação.

O PL 4330 amplia a possibilidade de terceirização nas diferentes atividades econômicas e na prestação de serviços. Abre, inclusive, a possibilidade de se contratar empresas terceirizadas para operarem nas chamadas atividades-fim. Mas o dia também servirá para exigirem a revogação das MPs 664 e 665, que reduzem o acesso ao seguro desemprego, ao auxílio-doença e à pensão por morte.

O salário médio dos trabalhadores terceirizados é 30% menor do que o dos contratados diretamente e a jornada de trabalho é de cerca de 3 horas a mais. Outro dado que desfavorece o terceirizado é o que diz respeito aos acidentes e mortes nos locais de trabalho. De cada 10 acidentes de trabalho, oito são com trabalhadores terceirizados. Para cada cinco mortes ocorridas nos locais de trabalho, quatro são de terceirizados.

Sindicato denuncia foco do mosquito da dengue na estação Farrapos

Durante visita de rotina às estações da Trensurb para conversar com os trabalhadores da empresa, diretores do Sindimetrô/RS, alertados por colegas, constataram a existência de um foco do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti, junto a uma escada metálica localizada na estação Farrapos. Cheio de água parada, o fosso – base para uma futura escada rolante – encontra-se provisoriamente coberto com tábuas. A proteção não é, porém, suficiente para eliminar frestas por onde os mosquitos circulam.

Alertada sobre o problema, a empresa ainda não tomou nenhuma providência. Tenta culpar os funcionários responsáveis pela limpeza, que “deveriam evitar de jogar água no local”. Uma medida impossível de ser adotada, uma vez que despejar água sobre o piso da estação é condição necessária à sua efetiva limpeza. A solução é simples e passa por eliminar em definitivo o fosso que tem a mesma idade da linha do trem, ou seja, 30 anos.

Preocupado com a saúde dos trabalhadores e dos usuários da Trensurb, o Sindimetrô/RS solicitou uma imediata solução para o problema. Se nenhuma medida for adotada pela empresa, o sindicato encaminhará o caso às autoridades sanitárias da capital e de toda a região metropolitana, pois o problema verificado na estação Farrapos, possivelmente se repete nas demais estações com escadas provisórias que acabaram se tornando permanentes.

Porto Alegre é uma das muitas cidades brasileiras com focos do mosquito da dengue. O problema, porém, não se limita à capital, atinge outros municípios da região metropolitana. A linha do trem atende seis cidades e transporta cerca de 200 mil pessoas por dia. É, portanto, de se esperar que autoridades sanitárias e dirigentes da Trensurb não poupem esforços nos sentido de eliminar qualquer foco do mosquito.