NOTA DO SINDIMETRÔ SOBRE O CONCURSO INTERNO

NOTA DO SINDIMETRÔ SOBRE O CONCURSO INTERNO

Nos moldes do governo Bolsonaro, Trensurb atropela para acelerar a privatização.

O governo Bolsonaro está acuado pelas denúncias de corrupção. No entanto, a direção da TRENSURB tem pressa em tocar um projeto de privatização que foi promessa da campanha eleitoral. A gestão do Governo Bolsonaro passa por cima da constituição “violando as regras básicas que regem os certames públicos”, como destaca no despacho a Juíza Federal, no processo impetrado pelo sindicato. Vale aqui salientar que o Sindimetrô já havia comunicado a Trensurb sobre as irregularidades no edital que não previa cotas para pessoas negras e pessoas com deficiência em comunicações verbais e em ofício, como é afirmado pela própria empresa nos autos: “(…) reconheceu que foi oficiada pela empresa impetrante acerca da questão versada neste feito”. Ou seja, foi decisão da direção da Trensurb o não cumprimento das cotas garantidas em lei.

A política de cotas é uma conquista importante e sempre será defendida pela atual gestão do Sindimetrô. Foi a partir dela que se “mudou a cara” das empresas e universidades públicas, incorporando parte daqueles que eram invisíveis para a sociedade. Garantir a política de cotas em todas as seleções públicas, externas e internas, é um importante instrumento para reduzir as desigualdades entre os trabalhadores.

É sabido por todos que a luta mais importante da categoria, neste momento, é impedir o projeto de privatização da empresa. Nessa linha, uma das principais ações do governo é implementar um Plano de Demissão Voluntária para desligamento dos metroviários mais antigos. Para que isso ocorra sem maiores transtornos na operação, é extremamente necessária a conclusão da progressão interna para ocupação dos cargos futuramente vagos.

Vale aqui relembrar como se deu alguns processos de privatização de empresas públicas. Na CEEE, os funcionários tiveram somente 6 meses de estabilidade. Nas Fundações Estaduais (incluindo a TVE), foram desligados todos os trabalhadores que ingressaram após a Constituição de 1988. Na privatização do metrô do Rio de Janeiro, foram demitidos 1200 funcionários nos primeiros 3 meses após a venda da empresa. E na privatização dos Correios, que foi aprovada há pouco na Câmara Federal, não consta no projeto garantia alguma de emprego aos trabalhadores. Ainda, os salários médios dos metroviários do RJ – único metrô totalmente privado no país – é de: R$1200 (bilheteiro), R$2000 (operadores de trens), para jornadas de 6 horas diárias, na escala 6×1. Lembrando que não é possível, pela legislação trabalhista, a redução salarial. Você acha, que com a concretização da venda da Trensurb, continuaremos recebendo os atuais salários?

Também nos causa estranheza que, no concurso externo aberto recentemente, não há previsibilidade de vagas para a maior porta de entrada da Trensurb: agente de estações. Sendo que o concurso vigente para este cargo tem vencimento ainda este ano. Já com o PDV, a empresa estima economizar R$52 milhões/ano, isso quer dizer que, recuperando os números anteriores à pandemia, a Trensurb se tornaria superavitária. E mais, a previsão de reposição de vagas para a área administrativa é de 0%, manutenção de 15%, e para a operação de 84% (mas sem concurso público?).

Tanto o PDV, quanto o Concurso Interno são decisões políticas a serem implementadas pela empresa. O Sindimetrô reconhece a necessidade da renovação do quadro de pessoal, desde que garantidos 100% da reposição dos cargos, a garantia de emprego e a manutenção das conquistas da categoria. O sindicato seguirá exigindo o cumprimento da legalidade em todos os processos e não medirá esforços para mantermos uma Trensurb pública, transparente e para todos os metroviários.

Portanto o PDV, o concurso interno e o concurso externo não fazem só parte de um projeto de reestruturação da empresa e sim de liquidação, pois há um plano de privatização por parte do Governo Bolsonaro em andamento em Brasília.

Contra as ilegalidades e a privatização!

 

 

INFORMATIVO DO SINDIMETRÔ RS #156

INFORMATIVO DO SINDIMETRÔ RS #156

PAUTAS DA EDIÇÃO 156 DO JORNAL DO SINDIMETRÔ/RS:
– Todos os metroviários estão vacinados contra a Covid-19;
– Eleição dos novos Representantes Sindicais;
– Negociações do ACT;
– Ações jurídicas contra a privatização;
– Recepção aos novos metroviários;
– Aprovação das contas do sindicato pelo Conselho Fiscal.

Confira CLICANDO AQUI.

 

ATO ‘FORA BOLSONARO’ LEVA TRABALHADORES DE VOLTA ÀS RUAS DE PORTO ALEGRE

ATO ‘FORA BOLSONARO’ LEVA TRABALHADORES DE VOLTA ÀS RUAS DE PORTO ALEGRE

Na tarde desta terça-feira (13) ocorreu, em Porto Alegre, mais um novo ato exigindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Foi o quarto manifesto desde 29 de maio e teve uma boa adesão da classe trabalhadora que, devido ao horário do evento, se somou ao final de seus turnos de trabalho. Os organizadores estimam em 3.000 pessoas o número aproximado de manifestantes presentes.

A concentração começou tímida, pouco antes das 18hs, no Largo Glênio Peres e em frente à prefeitura da capital. Pouco depois das 18hs o grupo saiu em caminhada pelo centro: Júlio de Castilhos, Mauá, até a General Câmara, para um primeiro momento: um abraço aos Correios e um protesto contra as privatizações. Neste momento um novo grupo se uniu ao movimento, que seguiu em direção à Borges de Medeiros.

O trajeto seguiu até o Largo Zumbi dos Palmares, onde encerrou-se perto das 20hs, e serviu como um bom aquecimento para o ato nacional programado para o próximo dia 24: ‘a sociedade está saturada com a atual situação do país. Só com a queda de Bolsonaro conseguiremos estancar estas sucessivas crises.”, ressaltou do diretor Ronas Filho.

 

CONSELHO FISCAL APROVA CONTAS DO SINDICATO 

CONSELHO FISCAL APROVA CONTAS DO SINDICATO 

Na manhã desta sexta-feira (09), o Conselho Fiscal do Sindimetrô se reuniu na sede da entidade para analisar as contas do sindicato. O período analisado foi o de janeiro a abril de 2021.

Todos os conselheiros foram convocados e os quatro integrantes presentes (Back, Gonzaga, Giovane Rodrigues e Abreu) aprovaram as contas apresentadas pelo diretor financeiro, sem ressalvas.

O conselho e o Sindimetrô acordaram que uma assembleia de apreciação das contas de 2020 e a apresentação do Plano Orçamentário Trienal será agendada tão logo as negociações do ACT se encerrem. E, claro, com a diminuição da crise pandêmica que vivemos.

 

NOVOS METROVIÁRIOS FORAM RECEBIDOS PELOS DIRETORES DO SINDIMETRÔ

NOVOS METROVIÁRIOS FORAM RECEBIDOS PELOS DIRETORES DO SINDIMETRÔ

As metroviárias e os metroviários chamados no último concurso, foram recebidos nesta quinta-feira (08/07) no Sindimetrô/RS.

Os agentes de estação almoçaram no sindicato e depois tiveram uma rápida reunião com alguns dirigentes, onde foram atualizados sobre o trabalho contra a privatização da Trensurb.

O presidente da entidade informou que já solicitou à empresa, que os novos funcionários sejam imunizados contra Covid: “É importante que todos comecem suas funções já vacinados, pois o ambiente é de alto contágio”, disse Luís Henrique Chagas.

Participaram do almoço sete novos agentes, a secretária-geral, Ayllu, os diretores jurídico, Ronas, de comunicação, Lucas Viegas, o financeiro, Wladimir e a secretária dos aposentados, Noêmia.

 

CARRIS ASSUME LINHAS DE ÔNIBUS QUE EMPRESAS PRIVADAS ABANDONARAM

CARRIS ASSUME LINHAS DE ÔNIBUS QUE EMPRESAS PRIVADAS ABANDONARAM

É possível aceitar que uma empresa de transporte público suspenda as linhas, deixando a população a pé? Pois foi o que fez a empresa Trevo, com seis linhas da Zona Sul de Porto Alegre. Na quinta-feira (1º) foram retirados de circulação 18 ônibus e na sexta-feira outros 18, deixando os passageiros sem transporte. A alegação foi falta de dinheiro para o óleo diesel. A solução da prefeitura foi transferir o serviço, novamente, para a empresa pública Carris.

O presidente do Sindimetrô/RS lembra que durante a pandemia essa mesma empresa suspendeu o serviço, alegando falta de passageiros. Já está se tornando comum as empresas privadas deixarem a população sem ônibus.

Na avaliação da entidade falta planejamento para o transporte urbano de massa. A prioridade é para um sistema rodoviário de alto custo e qualidade baixa para o usuário: “Tem que investir na expansão das linhas do trem e ampliar a integração entre ônibus e trem”, defende Luís Henrique Chagas.

O presidente do sindicato também sugere a utilização de veículos menores nos horários com pouca demanda: “O que não pode é uma empresa abandonar o serviço e ficar por isso mesmo”, finalizou Chagas.

As linhas que a Trevo suspendeu são: Intendente Azevedo, Nazareth, Nazareth / Intendente, Nazareth / Intendente / Patrimônio, Cruzeiro do Sul e Pereira Passos.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Porto Alegre