Neste domingo, 21, o Sindimetrô RS se somou na manifestação contra a privatização do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Porto Alegre (DMAE). Diversos movimentos sociais, partidos e sindicatos também estavam presentes, num momento de unidade dos trabalhadores para dialogar com a população sobre os riscos de privatizar o nosso saneamento básico.
Assim como no caso da Trensurb, a venda do DMAE, apesar de ser promovida diretamente pelo prefeito Sebastião Melo, tem apoio do Governo Federal por meio do BNDES. Isso demonstra, mais uma vez, a necessidade de total independência e união da classe trabalhadora para enfrentar esses ataques. Se os governos se juntam para aplicar o projeto de privatização, do nosso lado não pode ser diferente.
Não à privatização do DMAE! Água não é mercadoria! Pela unidade dos trabalhadores contra as privatizações!
Quando o debate sobre a Tarifa Zero surgiu, os que a defendiam eram tratados como “utópicos”. Hoje, com a inclusão de Jandaia do Sul (PR) e Pompéia (SP) na lista, só no Brasil, somam-se 150 municípios onde o transporte público é totalmente gratuito.
Esse número não surgiu do nada. Foi através da luta e da pressão do povo trabalhador. Após as grandes Jornadas de Junho de 2013 contra o aumento da passagem, a mobilidade urbana se tornou um direito constitucional. Mas entre tirá-lo do papel e colocá-lo na prática, há um longo caminho. E os atalhos podem ser traiçoeiros.
O sistema de transporte público brasileiro, há décadas privatizado por meio de concessões, está em colapso. Com o crescimento do transporte privado, do trabalho remoto, do descontrole do preço dos combustíveis e os consecutivos aumentos da tarifa, cada vez menor é a demanda dos usuários. Por consequência, menos o sistema consegue se sustentar e mais ele precisa de subsídio estatal.
Nós defendemos a Tarifa Zero e que a responsabilidade de garantir o direito ao transporte é do Estado. O dinheiro público é para o transporte público. A privatização das linhas de ônibus, trens e metrôs coloca o lucro das concessionárias acima da qualidade do serviço, o interesse privado acima do interesse público. Não há nada que justifique isso.
Sem enfrentar a privatização do transporte, a Tarifa Zero pode se tornar um novo “bolsa empresário”, uma forma de “corrupção legalizada”, em que o dinheiro público é utilizado para sustentar um punhado de barões do transporte coletivo – que lucram em cima do sufoco que a classe trabalhadora passa diariamente na condução lotada.
O recorde de 150 cidades com transporte gratuito é uma grande conquista que deve ser comemorada. Importantes projetos propondo a Tarifa Zero tramitam no Congresso Nacional. Pesquisas apontam que a maioria da população aprova essa medida. Mas a disputa pelo modelo do sistema de transporte está mais viva do que nunca: se o dinheiro público será usado para garantir transporte público, gratuito e de qualidade; ou para aumentar o poder e a riqueza de um punhado de concessionárias privadas.
Metroviários(as) de todo Brasil lotaram mais uma Audiência Pública sobre o Sistema Metroferroviario no Brasil, realizada nesta terça-feira, dia 16, na Câmara dos Deputados.
Foi a terceira Audiência Pública organizada pela categoria em 4 anos de governo Lula. Porém, novamente, os representantes do governo presentes deram apenas respostas protocolares, ignorando nossos alertas sobre a precarização e os riscos da privatização.
Esta postura do governo Lula já se tornou um padrão. Em todas as tentativas de reuniões com a Casa Civil, BNDES e nas 3 cartas que enviamos ao presidente, a resposta é sempre a mesma enrolação. E a Trensurb e a CBTU-PE não saem da lista de privatizações.
A situação do sistema metroferroviário segue sendo propositalmente sucateada, a fim de justificar sua venda. O metroviário da CBTU-PE, Tiago Barbosa dos Santos, morreu eletrocutado enquanto trabalhava no dia 11 de junho. Nem mesmo esta tragédia foi capaz de sensibilizar o governo.
Questionada sobre o que pensa do processo de concessão, Fernanda Ludmila, do Ministério das Cidades, disse apenas que o Governo Federal quer estadualizar a Trensurb e a CBTU-PE para “aproximá-las mais dos usuários”, mascarando as intenções privatistas do Governo Federal.
Enquanto o governo usa do BNDES para conduzir privatizações e transferir o patrimônio público a grupos privados, a categoria metroviária vai seguir na resistência de um projeto amplo para o transporte sobre trilhos no país. Nosso compromisso é com a qualidade do serviço público e o direito constitucional à mobilidade urbana.
A audiência foi proposta e presidida pela deputada federal Fernanda Melchionna. Estiveram na mesa de discussão representantes dos sindicatos de trabalhadores do metrô do RS, DF, PE. SP e MG, além dos sindicatos da base da Trensurb.
Nossa luta não vai parar. Voltaremos à Brasília quantas vezes forem necessárias. Não só exigimos o fim da privatização, como defendemos um sistema público, estatal, com controle popular e Tarifa Zero.
Fotos: Renato Araújo (Câmara dos Deputados) Theo Dalla e Nádia Alibio (Sindimetrô RS)
Nesta terça, a categoria metroferroviária do Brasil esteve presente para denunciar o resultado das privatizações no sistema de transporte público.
No país todo, o cenário é o mesmo: sucateamento, passagem mais cara, insegurança e demissões em massa. Tudo isso com dinheiro público para garantir o lucro das empresas beneficiadas com as privatizações.
Seguimos na defesa do fortalecimento de um sistema público, estatal, de qualidade e com tarifa zero para a população nas cidades.
Nesta quinta, 11, a direção da Trensurb assinou a prorrogação do nosso atual ACT até o fim de junho. Seguimos aguardando a resposta da nossa proposta aprovada na última assembleia geral. O Sindimetrô RS segue buscando diálogo nas negociações. Ainda temos muito a avançar! Vamos lutar para seguir negociando por um acordo de dois anos, além da manutenção do vale para afastados INSS, da ampliação da lista de doenças para obter o auxílio farmácia e também da criação de comissão para avaliar ampliação dos atestados de acompanhamento para pais com filhos PCDs.
Nossa categoria é de luta e seguiremos buscando avançar pela garantia nos nossos empregos e pelo futuro da Trensurb pública.
Na próxima semana, estaremos em Brasília para a Audiência Pública “Sistema Metroferroviário no Brasil e os retrocessos que os trabalhadores e o setor como um todo vêm enfrentando nos últimos anos”.
A Audiência ocorre na terça, dia 16 de junho de 2026, às 16h, dentro da Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. Trabalhadores(as) de comitivas metroferroviários do Brasil estarão presentes. A organização é fruto de construção entre o Sindimetrô RS junto do mandato da Deputada Federal Fernanda Melchionna.
Seguimos denunciando os prejuízos sociais decorrentes das privatizações e cobrando do Governo Lula uma postura transparente sobre o sistema de transporte coletivo sobre trilhos no país.