13 DE MAIO DE 1888 – ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA: um grande passado pela frente

13 DE MAIO DE 1888 – ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA: um grande passado pela frente

Nosso país foi o último a abolir a escravidão, durou 388 anos, e isso traz um legado ainda recente. As marcas da desigualdade racial estão visíveis. “O preconceito é velado só para quem é branco, porque nós negros enfrentamos o racismo todos os dias de formas muito escancaradas”, relembra Maria, secretária de raça do Sindimetrô RS.

Em 2022, completamos 134 desde a assinatura da lei áurea, que prometia libertar as pessoas escravizadas e dar fim ao passado colonial. Após três séculos de violências e apropriação da mão de obra escravizada que enriqueceu e fundou nosso país, as pessoas negras enfrentam ainda as consequências da marginalização e do racismo institucional. A mão de obra escravizada foi sendo substituída por trabalhadores assalariados, o que alavancou a economia brasileira.

A resistência e a luta por libertação dos quilombos encontrou eco na sociedade que defendia direitos e autonomia para as pessoas negras. As ideias radicais de intelectuais abolicionistas foram em partes atendidas pela assinatura da Princesa Isabel, filha do imperador português Dom Pedro 2º. Segundo o professor José de Souza Martins: “A noção de liberdade que comandou a Abolição foi a noção compartilhada pela burguesia e não a noção de liberdade que tinha sentido para o escravo. Por isso, o escravo libertado caiu na indigência e na degradação, porque o que importava salvar não era a pessoa do cativo, mas sim o capital. Foi o fazendeiro quem se liberou do escravo e não o escravo quem se liberou do fazendeiro”.

54% da população brasileira se identifica como negra. Nas estatísticas, 77% dos jovens assassinados no Brasil são negros. A violência institucional é uma das faces mais devastadoras do racismo e ainda hoje arranca o futuro de muitos jovens negros e negras. Nesta quarta-feira, a Polícia Civil do Rio de Janeiro destruiu o memorial em homenagem aos 28 mortos na chacina do Jacarezinho. A estrutura havia sido inaugurada uma semana antes, no dia em que fez um ano da operação policial mais letal da história do Estado. O memorial, contendo nomes das pessoas assassinadas pelo Estado, foi totalmente destruído.

O país enfrenta o aumento de 30% nos casos registrados de racismo, além do desmonte, promovido pelo governo Bolsonaro, das políticas públicas voltadas para a população negra, quilombola e periférica. Já no seu primeiro ano de mandato, Bolsonaro extinguiu o Comitê de Articulação e Monitoramento do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

Políticas públicas e o direito à memória e à informação são formas de lidar com as consequências dos processos históricos opressores e violentos que a população negra foi e é submetida na nossa sociedade. Acessar dados, estudos, ouvir pessoas negras e se envolver com a luta antirracista é honrar tantas vidas que se dedicam a enfrentar um dos principais problemas sociais no país.

 

NOVA EDIÇÃO – Jornal do Sindimetrô RS

NOVA EDIÇÃO – Jornal do Sindimetrô RS


A edição número 162 do boletim do Sindimetrô já está disponível para leitura online no Issuu e no site do Sindimetrô RS. A versão impressa estará sendo distribuído em todos os setores a partir de hoje.

Confira as pautas desta edição:
– Audiência pública na Assembleia Legislativa em defesa da Trensurb pública;
– Memória metroviária: celebração dos 36 anos do Sindimetrô RS;
– Assembleia Geral Ordinária dia 27/05;
– Reajuste de 12,47% para a categoria metroviária.

 

REAJUSTE DE 12,47% PARA A CATEGORIA METROVIÁRIA

REAJUSTE DE 12,47% PARA A CATEGORIA METROVIÁRIA

O acordo coletivo e de escalas assegurou uma série de direitos aos metroviários e metroviárias. Um deles é o reajuste dos salários a partir do índice INPC, que mede a inflação do país. O índice é o maior registrado para o mês de abril desde 1996 e tem aumentado desde o ano passado. O reajuste passa a valer neste mês.

Em meio à desvalorização da nossa moeda, ao aumento dos alimentos e também do desemprego e fome, o reajuste de 12,47% é uma vitória da categoria. Nosso reajuste está longe do que queremos, mas é raro se olharmos num panorama maior.

Em muitas categorias pelo país, as negociações com trabalhadores não cobriram sequer o índice da inflação em seus salários, sem aumentos significativos com relação ao aumento do custo de vida. A articulação coletiva metroviária foi essencial para assegurar este direito, que vale por dois anos.

Mas a luta não para por aí, pois defender a Trensurb pública e o serviço público é urgente. A privatização significa demissões em massa e piora no serviço. Se mobilize!

 

PODCAST FORA DA LINHA #1 – 1º de maio e as privatizações

PODCAST FORA DA LINHA #1 – 1º de maio e as privatizações

Fora da Linha – o podcast do Sindimetrô é um programa com informações relacionadas à luta dos trabalhadores do Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul. Em diálogo com as novas tendências da comunicação, o Fora da Linha trabalha com a informação de maneira descontraída, articulando notícias e memes da política e da cultura nacional. O podcast é produzido pela comunicação do Sindimetrô.

Disponível no Spotify pelo link: https://open.spotify.com/show/2mDl3DGHHqX2dut48YvgiI

EPISÓDIO 1 – 1º de maio e as privatizações

O primeiro episódio do Fora da Linha – o podcast do Sindimetrô apresenta os impactos dos processos de privatização na vida dos trabalhadores. Salários, condições de trabalho e o futuro dos metroviários e dos demais trabalhadores que utilizam os trens diariamente são discutidos com informação e memes de política e cultura nacional.

Ficha técnica:
Produção, apresentação e edição: Fernanda Nascimento
Revisão e realização: Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Porto Alegre
Trilha: Cash Machine (Anno Domini Beats)

O BRASIL PIOROU: NEM O BOLSONARO AGUENTA MAIS A PRÓPRIA GESTÃO

O BRASIL PIOROU: NEM O BOLSONARO AGUENTA MAIS A PRÓPRIA GESTÃO

A partir de amanhã, o valor do diesel vai aumentar 8,9%

Bolsonaro fez declarações sobre os aumentos absurdos nos preços de combustíveis como se não tivesse responsabilidade nisso. Quem indica o presidente e a política de preços da Petrobrás? Ele mesmo, o presidente.

O Brasil poderia ser autossuficiente na produção de combustível se houvesse uma política interna de valorização e investimento público, com consequente retorno ao país. Mas, ao contrário, estamos vivendo uma escalada no preço do gás de cozinha, da gasolina… Quem consegue arcar com um botijão de gás a mais de 120 reais?

No governo Bolsonaro, a BR já gerou 445 BILHÕES de reais à União. Para onde está sendo destinado este dinheiro? Ele poderia ser revertido em políticas diretas de combate ao aumento dos combustíveis. Mas Bolsonaro finge que não tem nada a ver com isso. A distribuição de cargas e alimentos no Brasil depende quase que exclusivamente do transporte rodoviário: Segundo a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), 60% dos transportes no Brasil são realizados por rodovias, 20% por ferrovias, 13% por hidrovias e 4% por aerovias.

Então, mesmo que você não tenha carro, o aumento nos combustíveis influencia na logística de tudo que você consome. Assim, a alta da gasolina e diesel também indicam um aumento direto no preço dos alimentos.

Em recente visita ao Estado e em uma live, Bolsonaro disse que o preço dos combustíveis é um crime e se posicionou contra o aumento. Mas o que está fazendo de fato para impedir esta política? O Brasil é o maior acionista da Petrobrás e nem o próprio Bolsonaro aguenta o caos que ele instaurou na economia em seu mandato. O Brasil piorou!

 

APÓS A POLÍTICA DE DESMONTE DO METRÔ PÚBLICO DE RECIFE: A PRIVATIZAÇÃO

APÓS A POLÍTICA DE DESMONTE DO METRÔ PÚBLICO DE RECIFE: A PRIVATIZAÇÃO

Ligue os pontos: primeiro, o anúncio da privatização, estudos técnicos, promessas de venda e de solução para os problemas do transporte público. O modelo é o mesmo em todo o país. Nesta semana, foi anunciado que o metrô de Recife será estadualizado, ou seja, sairá da administração federal e passará para a administração do governo de Pernambuco: esse é o caminho para imediatamente ser concedido à iniciativa privada.

Foram anos de sucateamento e desmonte, falta de investimentos em uma campanha para sustentar a venda do patrimônio. Assim, está perto de acontecer com a CBTU, em Belo Horizonte, em que já está em prática uma série de ações para abrir caminho para a privatização. A categoria metroviária mineira está mobilizada e recentemente entrou em greve para defender seus empregos e o serviço público que presta à sociedade mineira.

Desde a inclusão da Trensurb no Programa Nacional de Desestatização, o Sindimetrô RS está mobilizado para barrar os passos de entrega do nosso patrimônio, mas sabemos que a luta não está vencida. No último ano de seu mandato, Bolsonaro admitiu que apesar dos atrasos, as agendas de privatizações é sua prioridade e vai seguir. Se não houver resistência, a boiada vai passar!

A cada empresa pública que é vendida, é uma perda para os trabalhadores e trabalhadoras, que serão demitidos em massa e para quem utiliza o trem, a tarifa fica ainda mais cara. Não queremos este destino para a Trensurb!

Eu defendo a Trensurb pública!