DESAFIOS DO MOVIMENTO SINDICAL SÃO TEMA DE FORMAÇÃO SINDICAL COM JONES MANOEL NO SINDIMETRÔ RS

DESAFIOS DO MOVIMENTO SINDICAL SÃO TEMA DE FORMAÇÃO SINDICAL COM JONES MANOEL NO SINDIMETRÔ RS

Na sexta-feira, 27, foi o encerramento de três dias de atividades promovidas pelo Sindimetrô RS em parceria com Jones Manoel. Na mesa, junto do palestrante, estiveram Ana Paula Almada e Ronas Filho. A formação contou com a presença de sindicalistas de diferentes categorias, representando o Simpa, Sintec-RS, CSP-Conlutas, ASERGHC, ASSHPS, UTZ, além de trabalhadores da Trensurb, dos Correios, bancários e motoristas de aplicativo. Dirigentes dos sindicatos do metrô de Pernambuco, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio Grande do Sul estiveram presentes, fortalecendo a unidade da categoria metroferroviária.

A diversidade presente no auditório é expressão do compromisso do Sindimetrô RS com a organização e a unidade de toda classe trabalhadora, único caminho possível para enfrentar a difícil conjuntura de ataques aos direitos e ao patrimônio público. A proposta desta atividade teve como objetivo abrir um espaço de discussão comum sobre temas que afetam o sindicalismo como um todo, fortalecendo vínculos e análises críticas sobre nossa história e a realidade atual.

Desde a ditadura militar, há sucessivos ataques aos direitos dos trabalhadores, que se aprofundam a partir da década de 1990. O fim da estabilidade no emprego (1967), a aprovação do banco de horas (1998), da Lei das Terceirizações (2017), da Reforma Trabalhista (2017) e da Previdência (2019) até a atual discussão em torno da pejotização e da exploração do trabalho intermediado por plataformas digitais, são marcas deste período difícil para a classe trabalhadora brasileira. Num momento como esse, urge a necessidade de um movimento sindical independente dos governos e da classe patronal, fato que a experiência de luta dos metroferroviários, bem como das demais categorias, atesta a cada dia que as promessas de campanha do Partido dos Trabalhadores são descumpridas, entregando nossos direitos e patrimônio.

Segundo a análise de Jones Manoel, há quatro problemas fundamentais no movimento sindical: o baixo nível de sindicalização; a desmobilização total das centrais sindicais, que perderam capacidade de mobilização e se transformaram em máquina eleitoral; o protagonismo quase exclusivo do funcionalismo público nas últimas décadas, dado o sistemático enfraquecimento do sindicalismo no setor privado, processo que hoje o funcionalismo público é alvo; o isolamento dos sindicatos, a falta de uma política de comunicação forte como antes teve. A retomada do vinculo pessoal e presencial dos sindicatos no dia a dia da classe foi elencada como uma tarefa inadiável por todos os sindicalistas presentes no evento.

Um momento chave para o recuo do movimento sindical, depois de sua explosão ao final da década de 1970, foi o lançamento da Carta ao povo brasileiro, assinada por Luis Inácio Lula da Silva, na ocasião de sua candidatura à presidência em 2002. Jones acredita que, ali, o movimento sindical sofreu um duro golpe, sendo domesticado para conquistar a confiança da classe patronal. Desde então, as lutas foram institucionalizadas, tornando as centrais sindicais meras correias de transmissão do Governo Federal. Simbolicamente, o histórico 1º de Maio deixou de ser um dia de lutas e passou a ser um dia de festas.

Após intervenção do palestrante, houve espaço para diversas intervenções e perguntas da plateia. O papel das oposições sindicais, as dificuldades de representação sindical impostas pela terceirização e pejotização, a renovação geracional, a articulação com outros setores da sociedade (estudantes, movimentos comunitários e povos originários), a necessidade do estudo da história do movimento e da teoria social, foram alguns dos assuntos trazidos pelos diversos sindicalistas presentes.

Alda Lucia, diretora do Sindicato de Metroviários de Belo Horizonte, concluiu as intervenções da plateia ressaltando que o movimento sindical precisa chamar para si a responsabilidade de superar sua situação atual, e que isso só pode ser feito quando deixar de lutar apenas contra uma medida ou outra dos diferentes governos e passar a defender e lutar por um projeto de país.

A HORA DAS TRABALHADORAS! NO MÊS DE MARÇO, O PROGRAMA RECEBE MULHERES DE LUTA

Março é o mês de luta para as mulheres. Durante o mês, Ana Paula Almada recebe convidadas de luta para o programa A Hora dos Trabalhadores, que acontece todas as terças a partir das 12h, no canal Farol Brasil, no Youtube. Confira a agenda!

No dia 03/03, o debate é sobre a resistência na violência e a crescente onda de feminicídios. Como convidada, Marília Iglesias, municipária de POA, feminista, LGBT, ativista pelos direitos das mulheres, diretora geral do SIMPA, da ASHPS, JUNTAS RS e MES/PSOL.

No dia 10/03, o debate é sobre feminismo e antirracismo, com Carla Zanella e Carol Vilar. Carla é Socióloga, coordenadora nacional do Coletivo Juntas e coordenadora da Emancipa Mulher. Carol é militante feminista e coordenadora nacional do Coletivo Juntas!

No dia 17/03, o tema é trabalho doméstico, e o papel da mulher na economia capitalista, com Carolinne Sardá. Carolline é publicitária, historiadora em formação e criadora de conteúdo com foco em política, história das mulheres e direitos femininos. Fundadora do Clube de Leitura Feminista, traduz debates acadêmicos em conteúdo acessível, crítico e didático para milhares de pessoas nas redes sociais.

No dia 24/03, o debate é sobre as mulheres e a mobilidade urbana, com Amanda Souza e Clareana Cunha. Amanda é metroviária, agente de estação há 20 anos. Atualmente ocupa a pasta de formação política, cultural e combate à discriminação no Sindmetrô-DF e Acadêmica em Ciências Políticas. Clareana é socióloga e cientista política, pós-graduanda em Mobilidade e Cidades Sustentáveis, além de atuar como mobilizadora na Minha Sampa e no Instituto Polis.

No dia 31/03, vamos debater sobre direito feminista e de gênero, com Ana Carolina Fleury, que é mãe do Raphael e do Bento. Advogada especialista em direitos das mulheres, mães e crianças, sócia no PFS Advogadas, doutoranda em Direito, mestra em Educação e professora nas áreas de Direito Penal, Direito das Famílias, Direitos das Mulheres e Lei Maria da Penha.

A ESQUERDA E AS ELEIÇÕES NACIONAIS SÃO TEMAS DE DEBATE COM JONES MANOEL NA UFRGSu2

A ESQUERDA E AS ELEIÇÕES NACIONAIS SÃO TEMAS DE DEBATE COM JONES MANOEL NA UFRGSu2

Na quinta-feira (26/02), foi realizada a segunda atividade com Jones Manoel (PCBR) em Porto Alegre. No auditório da Faculdade de Educação da UFRGS, foi discutido sobre “A esquerda e as eleições majoritárias”, evento organizado pelo Sindimetrô RS em parceria com o @gatrasaju.

O local escolhido para o evento tem um valor fundamental para o Sindimetrô RS, para ir além dos muros da Trensurb e dialogar com toda sociedade. A organização do evento junto ao GATRA na Faculdade de Educação, símbolo histórico de luta e resistência do movimento universitário, é mais um passo para consolidar a aliança entre trabalhadores e estudantes. A juventude sempre esteve junto na linha de frente da luta pelo transporte público e pela tarifa zero, pois sem transporte não há permanência na universidade, nem direito à educação.

A atividade começou com a saudação à greve dos(as) técnicos(as)-administrativos da UFRGS contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento do seu acordo coletivo.

Jones Manoel falou sobre os principais desafios da esquerda radical neste cenário, apontando as contradições do atual governo, o qual, segundo ele, não tem compromisso com as demandas populares e não cumpriu várias de suas promessas da campanha de 2022, como a não retirada da Trensurb do Plano Nacional de Desestatização.

Em relação ao Rio Grande do Sul, reiterou que qualquer programa político de esquerda nestas eleições deve ter como central o fim das privatizações e do Regime de Recuperação Fiscal, medida responsável pela austeridade econômica no estado.

A atividade foi transmitida ao vivo e está disponível no canal do Youtube do Sindimetrô-rs.

POR UM SINDICATO COM CONEXÃO COM A COMUNIDADE!

POR UM SINDICATO COM CONEXÃO COM A COMUNIDADE!

Nesta sexta-feira, 27, realizamos uma formação sindical no Sindimetrô RS. A mesa foi composta pelos diretores Ana Paula Almada e Ronas Filhos, junto de Jones Manoel.

Defendemos um sindicato independente, solidário com as lutas da classe trabalhadora para além dos muros da Trensurb.

Jones também traçou um resgate histórico da posição de vanguarda dos movimentos sindicais de empresas estatais. Historicamente o movimento sindical é atacado pelo desmonte e burocratização, além da desconexão com as comunidades.

É preciso retomar o lugar de encontros dentro dos sindicatos, solidários e em diálogo com as pessoas. Foram três dias intensos de muito debate e atividades.

JONES MANOEL E HUMBERTO MATOS DEBATEM REFORMAS ESTRUTURAIS NO BRASIL

JONES MANOEL E HUMBERTO MATOS DEBATEM REFORMAS ESTRUTURAIS NO BRASIL

Na noite de quarta-feira, 25, no ponto de cultura Garagem da Cidade, em parceria com a Ocupação Periferia no Centro, foi realizada a primeira do ciclo de três dias de atividades organizadas pelo Sindimetrô RS em conjunto com Jones Manoel (PCBR) em Porto Alegre. “As reformas estruturais necessárias para o Brasil mudar de patamar” norteou a noite de debate com Humberto Matos (PCdoB). O debate foi mediado pela vice-presidente do Sindimetrô RS Ana Paula Almada.

As atividades são uma das estratégias do sindicato de mobilizar a classe trabalhadora para lutar contra a privatização, ampliando o debate e criando espaços de diálogo com diversos agentes sociais. O debate contou com a presença de centenas de pessoas, dentre elas lideranças sindicais metroferroviárias do Distrito Federal e de Belo Horizonte, além de metroviários da Trensurb, sindicalistas, partidos políticos, militantes populares e de movimentos sociais e estudantes. O apoio dos moradores da Ocupação Periferia no Centro foi fundamental para garantir a acolhida e organização do auditório lotado do início ao fim. Os ingressos, que esgotaram em poucos dias, tinham como contrapartida a doação de alimentos para as cozinhas solidárias da ocupação.

A discussão tocou em temas fundamentais da conjuntura brasileira, colocando como central para a classe trabalhadora a disputa pelo Orçamento Público. Os debatedores também abordaram as dificuldades da esquerda radical se apresentar como uma alternativa política eleitoral e a necessidade de se enfrentar a austeridade fiscal, o Teto de Gastos, a autonomia do Banco Central, as privatizações e os ataques aos direitos trabalhistas, e a necessidade da mobilização popular na crescente onda de conservadorismo e fascismo como resposta ao descontentamento do povo trabalhador.

O evento foi transmitido ao vivo e pode ser conferido pelo canal do Youtube pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=dpmbhj12R-8