Em decorrência de erro material em relação a data da Assembleia Geral Ordinária marcada para o próximo dia 1º de setembro, informamos a categoria metroviária a transferência da mesma, com nova convocação para o dia 08 de setembro de 2020.
A assembleia do dia 1º de setembro escolherá os integrantes da comissão eleitoral e definirá a data, hora e locais de votação da eleição do sindicato.
A participação dos metroviários é fundamental para a democracia e transparência do processo, além de reafirmar nossa força na defesa dos direitos e das conquistas da categoria. Barrar a privatização da Trensurb é a bandeira de todos, e essa luta passa pela escolha dos representantes do Sindimetrô para o triênio 2021-2023.
A assembleia ocorrerá dentro dos protocolos determinados pelas autoridades sanitárias, com distanciamento social e disponibilização de álcool em gel para evitar contágio pelo coronavírus.
Desde o início da pandemia, o Sindimetrô tem trabalhado em atividades focadas na proteção da saúde dos metroviários e metroviárias, que atuam na linha de frente, transportando milhares pessoas todos os dias.
A direção da Trensurb assumiu o compromisso, na Justiça do Trabalho, de testar todos os funcionários da empresa, mas nunca cumpriu o acordo. O Sindimetrô ingressou na justiça e, enquanto esperava a decisão, começou a fazer os testes PCR, em parceria com universidades. Mesmo sabendo que a obrigação da testagem é da empresa, a entidade tomou essa iniciativa para preservar a vida dos trabalhadores. A justiça atendeu ao nosso pedido. Só que a direção da empresa recorreu para não cumprir a determinação, o que o Sindimetrô considera um ato desumano, típico de um governo que vem tratando a pandemia como uma “gripezinha”.
O sindicato segue cobrando da Trensurb a testagem de todos, para barrar a covid-19, que já contaminou dezenas de metroviários e metroviárias. Neste sentido, apresentamos aos colegas e usuários a campanha #testatrensurb, que busca pressionar a empresa a cumprir sua obrigação: dar plenas condições de trabalho aos seus funcionários, entregando EPIs de qualidade e testando para o coronavírus.
O Sindimetrô vem alertando a categoria que a contaminação pelo coronavírus deve ser informada como acidente laboral. Os trabalhadores infectados pelo coronavírus têm que preencher o CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), para evitar problemas futuros, caso a Covid-19 tenha consequências mais graves.
O presidente do sindicato esclarece que no momento do afastamento por coronavírus, o metroviário deve cobrar da empresa o preenchimento do CAT. “A Covid é uma doença nova e pode deixar sequelas. Quem não informar por esse meio pode perder o benefício do INSS, entre outros auxílios”, enfatizou Luís Henrique Chagas.
Muitas pessoas necessitam de um afastamento maior para tratamento e o CAT protege o emprego do trabalhador. Em caso de óbito, a confirmação que o funcionário foi contaminado no ambiente de trabalho, garantirá uma pensão em valor integral. Se não informar, o familiar receberá o proporcional ao tempo trabalhado.
No entanto a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconhece a Covid-19 como acidente de trabalho, não é automático. Os casos serão analisados individualmente. Os requisitos que caracterizam uma doença ocupacional são os mesmos, a novidade é que a contaminação por coronavírus faz parte da lista dessas doenças.
O Sindimetrô já notificou a direção da Trensurb extrajudicialmente, dia 13 de agosto, sobre a necessidade da emissão do documento, bem como o SESET e a CIPA.
Procure o ambulatório e exija o preenchimento do CAT. Caso contrário, procure o Sindimetrô.
O Sindimetrô lamenta que o governo Bolsonaro esteja rompendo o acordo coletivo com os trabalhadores dos Correios e retirando direitos conquistados pela categoria.
A greve nacional por tempo indeterminado, aprovada pela categoria na noite desta segunda-feira, tem apoio integral dos metroviários e das metroviárias do de Rio Grande do Sul.
O Sindicato dos Trabalhadores doa Correios do RS (Sintect-RS) e o Sindimetrô, estão na mesma luta contra a privatização das duas estatais.
“Os metroviários não pararam um só dia, em meio a pandemia, transportando milhares de pessoas. Também os trabalhadores dos Correios seguiram fazendo as entregas, de porta em porta, apesar da falta de pessoal”, disse Luís Henrique Chagas, presidente do Sindimetrô-RS.