Hoje foi dia de passar em cada estação conversando com colegas para ouvir suas demandas e opiniões sobre as lutas que temos travado, além de manter a categoria informada a respeito de cada passo do sindicato. Falamos sobre:
O acordo coletivo que está em negociação;
O Projeto de Lei em defesa do emprego dos servidores de estatais privatizadas, que protocolamos no Congresso Nacional junto à deputada Fernanda Melchionna;
Distribuição da nova camiseta da campanha contra a privatização;
Processos trabalhistas de interesse da categoria;
Precarização do trabalho e possíveis contratos temporários na Trensurb.
Sem conexão real e cotidiana com os trabalhadores e trabalhadoras, não existe sindicato. A união se constrói no dia a dia, olho no olho, ouvindo com atenção e respeito.
Uma categoria bem informada e unida nos torna mais fortes!
Nesta terça-feira, 14, o Conselho Fiscal se reuniu na sede do Sindimetrô RS para analisar as contas de novembro e dezembro de 2025, bem como janeiro e fevereiro de 2026, conforme documentação apresentada pelo sindicato. Os novos membros tomaram posse oficialmente nesta reunião.
O Conselho aprovou os gastos por unanimidade, sem ressalvas. Também foi aprovado sem ressalvas por unanimidade o plano orçamentário referente ao triênio 2024/2026.
O equilíbrio das finanças do Sindimetrô RS é um compromisso desta gestão. Todos os balancetes estão disponíveis no nosso site, na sessão de transparência.
Nesta segunda, 14, o Sindimetrô RS, em conjunto com metroviários(as) de Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo e Pernambuco cumpriram duas agendas em Brasília. As agendas são fruto do calendário unificado firmado entre os sindicatos metroferroviários para pressionar os governos em defesa do transporte público e da valorização da classe trabalhadora.
A primeira agenda foi com a Secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), Elisa Leonel. Durante a reunião, articulada juntamente da Dep. Federal Fernanda Melchionna, pautamos as tratativas sobre o concurso público e nosso ACE e ACT 26/28.
A segunda agenda foi na Secretaria Geral da Presidência da República. Como estratégia conjunta, cada sindicato entrou com pedido de reunião com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria. A reunião ocorreu, mas apenas com a assessoria da SGPR. Boulos segue ignorando e não recebendo os(as) trabalhadores. Cobramos posicionamento concreto do governo em relação ao futuro dos trabalhadores da Trensurb. Os representantes do ministério se comprometeram em articular uma agenda com a Casa Civil que se recusa a receber e dialogar com a categoria metroviária.
A pressão sobre o governo, quando feita de maneira conjunta, ganha peso e demonstra a força da luta coletiva. O momento é crítico e seguimos em constante mobilização para avançar e defender nossos direitos e o garantir um futuro onde a Trensurb, da CBTU-PE, do metrô do DF sejam 100% públicas e estatais, e isso passa pela reversão das privatizações do metrô de Belo Horizonte e de São Paulo.
Nesta terça, 14, o presidente da Trensurb concedeu uma entrevista no Jornal do Almoço devido aos problemas operacionais que a empresa enfrentou nesta segunda e terça-feira. Um acidente ocorrido na noite do domingo prejudicou um trecho da operação da Trensurb, que teve seu serviço interrompido parcialmente em algumas estações entre Esteio e Canoas.
Para quem precisava se deslocar, restou atrasos e transtornos. Para os(as) metroviários, a culpa. A comunicação interna falhou. O(a) metroviário(a) na estação não pode ser o último a saber o que está acontecendo na empresa. Mas a falta de comunucação da direção da empresa tornou ainda pior a situação. Houve demora no aviso para que houvesse o fechamento das estações, inclusive com venda de bilhetes em estações que sequer tinham condições de operar devido ao acidente. Isto foi omitido para os trabalhadores e durante a entrevista, nós, metroviários(as), fomos responsabilizados por outra grave falha da direção da empresa: a falta de efetivo.
Estamos com o menor número de servidores(as) da história da Trensurb. O concurso público deixa os(as) trabalhadores sobrecarregados e afeta negativamente o serviço que prestamos. Seguimos denunciando, cobrando tanto o governo federal e a gestão da Trensurb para que o concurso saia do papel.
Também destacamos a falha do plano de contingenciamento do fornecimento dos transportes contratados pela Trensurb. Estes contratos existem para casos como o desta semana e segundo relatos, houve uma demora para os ônibus começarem a operar. É preciso rever esses contratos para que a população não seja penalizada nestes casos emergenciais.
Seguimos defendendo mais investimentos públicos, a manutenção da Trensurb pública, melhores condições de trabalho e a valorização da categoria metroviária.
Na quinta-feira, 9 de abril, representantes da direção do Sindimetrô RS, assim como do Sintec-RS, do SENGE-RS e do SINDAERGS, estiveram presentes no auditório da empresa em reunião com a direção da Trensurb para tratar de temas centrais para a categoria metroviária.
Entre os principais pontos debatidos, esteve o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A empresa informou que ainda aguarda aprovação do CONSAD para enviar a pauta para Brasília. Apesar disso, ficou definida a realização da primeira reunião para discussão das cláusulas sociais no dia 28 de abril.
Outro tema abordado foi o Plano de Demissão Voluntária (PDV). Segundo a direção da Trensurb, já existe um projeto elaborado, mas que ainda não pode divulgar valores ou detalhes, uma vez que o programa depende de aprovação junto ao governo federal. A expectativa da direção da empresa é abrir o processo até o final do ano.
Em relação ao chamado Acordo Especial (ACE), foi encaminhada a instalação de uma comissão paritária, formada pelos sindicatos de base e por representantes da empresa, que terá como objetivo elaborar uma proposta voltada à garantia dos empregos da categoria metroviária. Durante a reunião, também foi sugerida a participação do governo federal nessa mesa, com a indicação de um representante para acompanhar o processo. A discussão se dá em um cenário de ameaça concreta, já que o governo Lula mantém a Trensurb na lista de privatizações, contrariando compromissos assumidos durante o último período eleitoral.
O Sindimetrô RS segue firme na defesa dos direitos da categoria metroviária. Não aceitaremos retrocessos. É fundamental fortalecer a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras para enfrentar esse cenário e garantir os direitos, os empregos da categoria metroviária e a manutenção da Trensurb pública.
No aniversário do sindicato, a direção reafirma o compromisso com a luta contra a privatização da Trensurb e pela garantia dos empregos dos e das metroviárias.
Tudo o que conquistamos até agora é fruto de organização coletiva, mobilização e independência da categoria frente aos governos e patrões.
Este é o legado dos 40 anos do Sindimetrô RS, o qual vamos honrar até o final. É na luta que residem todas nossas esperanças, é nela que apostamos toda nossa energia.
Mais do que nunca, precisamos da categoria unida, disposta e com a firmeza que os nossos desafios exigem.