A direção do Sindimetrô RS está em negociação com a empresa para viabilizar a redistribuição do aumento apresentado pela Trensurb. Na última assembleia, realizada na sexta-feira, 25, a categoria aprovou o acordo coletivo e suspendeu a paralisação.
A expectativa das negociações era de uma correção da perda salarial conforme o valor da inflação. O índice de 3,45% é uma vitória diante do cenário de de perdas de direitos e de poder de compra que diversas categorias enfrentam. É uma conquista diante do contexto nacional, pois renovamos por dois anos nosso ACT e uma boa recuperação no nosso tíquete e a garantia de todas as nossas cláusulas sociais.
Assim, o reajuste de 2023, irá chegar em setembro no bolso dos(as) trabalhadores(as). A proposta aprovada em assembleia, é propor à Trensurb que o total de 3,45% seja dividido igualmente entre o número do quadro de funcionários(as), e não proporcional a faixa salarial individual. É uma alternativa de tornar o aumento mais significativo e horizontal para todos e todas.
Existe uma diferença muito grande entre o menor e o maior salário na Trensurb, e esta é uma das formas de diminuir este abismo.
Hoje, 25, a categoria metroviária decidiu por ampla maioria suspender a greve marcada para a começar a meia noite.
A Trensurb apresentou uma proposta durante a reunião de mediação no TRT para o Sindimetrô RS. A reunião contou também com representantes da SRTE e do MPT.
Os principais pontos foram:
– Renovação do acordo por dois anos, com reposição integral da inflação nas cláusulas econômicas em maio de 2024
– Reajuste de 3,45%
– Novo valor do tíquete: R$ 1355,83
– Proposta de alteração na redação do acordo coletivo garantindo o percentual de risco de vida ao setor da segurança
Renovação de todas as cláusulas sociais e de escalas
Em seguida da reunião, a proposta foi levada para apreciação em assembleia geral. A proposta foi aprovada por mais de 200 trabalhadores(as) presentes.
Este avanço só foi possível através da força de mobilização da categoria. Seguimos em frente para reconstruir a Trensurb pública, estatal e de qualidade.
A falta de empenho da direção em chegar a um acordo com os(as) metroviários(as) mostra que não acreditam na força da nossa mobilização. O presidente da Trensurb vem repetindo em várias entrevistas que o maior patrimônio da empresa são os(as) servidores, então por que a direção não nos apresenta uma proposta digna?
Você que vai peleguear na greve, vai abrir mão dos teus direitos? Acha que a luta não te diz respeito? Que as coisas estão bem do jeito que estão? Abaixo levantamos alguns dos motivos que são urgentes para te chamar pra luta:
NA MANUTENÇÃO, a falta de equipamentos dificulta o trabalho. É o setor em que mais falta trabalhadores(as) qualificados(as) por conta da terceirização.
NO SETRA, lutamos muito para garantir uma escala de trabalho, e ressaltamos: folga é folga.
NA SEGURANÇA, o risco de vida não está garantido pela empresa.
NAS ESTAÇÕES temos problemas de infraestrutura no local de trabalho: conviver com buracos, infiltrações, infestações, falta de iluminação, divisórias caindo no ambiente de trabalho não é normal. Além disso, a falta de pessoal em algumas estações coloca em risco a saúde e a segurança de quem trabalha.
NA ADMINISTRAÇÃO, os postos de trabalho de quem se desligou da empresa no PDV do setor administrativo foram extintos.
Precisamos da tua indignação para avançar! Essa luta é tua! 3,06% de reajuste é um deboche com a categoria! Dia 26 de agosto é greve por 24h!
Nesta terça-feira, dia 22/08, a categoria se reúne em assembleia no saguão do prédio administrativo da Trensurb. A primeira chamada às 12h e a segunda, às 12h30 e irá definir os próximos passos da luta dos(as) trabalhadores(as).
A falta de empenho da direção em chegar a um acordo com os(as) metroviários(as) mostra que não acreditam na força da nossa mobilização. A categoria definiu uma paralisação para o dia 26 de agosto, data de abertura da Expointer. Não existe Expointer sem Trensurb, e não existe Trensurb sem trabalhadores(as).
Pela reposição das perdas salariais e recomposição do poder de compra do tíquete para os(as) metroviários(as). Pela saída imediata da Trensurb do PND e pela garantia dos postos de trabalho!
Uma paralisação durante o evento é um sonho antigo, que precisa da tua mobilização para acontecer! Promessas não bastam! Precisamos da tua indignação para avançar! Essa luta é tua! O futuro da Trensurb como empresa pública e estatal ainda está em jogo: até o fim de 2024, o governo prometeu não rifar nossos empregos. Não fique parado(a) esperando este trem passar. Se você é contra as terceirizações, não terceirize a luta!
A pauta da assembleia é:
1. Apreciação da contraproposta da Empresa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2023/2024
2. Formas de mobilização da categoria, inclusive pela Deliberação da Paralisação Coletiva dos Trabalhos (Greve)