Na manhã desta quinta-feira (08), o Sindimetrô participou de um ato em defesa do SUS e dos profissionais da saúde. O evento, parte da campanha salarial da categoria, ocorreu no pátio do prédio administrativo do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) no dia em que a instituição recebeu a visita do ministro da saúde Marcelo Queiroga.
Além dos metroviários, também participaram outros movimentos sindicais e sociais, que pediram urgência na vacinação de todos e respeito aos trabalhadores que estão permanentemente expostos ao vírus no dia-a-dia.
Em sua fala, o presidente do Sindimetrô pediu uma revisão nos critérios do calendário de vacinação: “Quem está atuando na linha de frente desde o início da pandemia não pode ficar atrás na lista de prioridades”, disse Luis Henrique Chagas.
Nesta sexta-feira, 09, às 10 horas, o Sindimetrô-RS convoca o Conselho Diretivo da entidade para realizar sua reunião ordinária.
Na pauta, serão debatidos temas importantes para a categoria como a campanha salarial, calendário de lutas e eleição e mandato dos representantes sindicais. O Conselho Diretivo é o órgão máximo da entidade.
Devido à pandemia do Coronavírus, o encontro será localizado em local aberto, no campo de futebol junto ao estacionamento do prédio administrativo da Trensurb.
Neste sábado, 27, ainda dentro do mês Internacional da Mulher, as metroviárias sofreram um duro golpe na sua luta contra o machismo e o assédio. A empresa reintegrou um metroviário denunciado por assédio sexual, sem concluir a investigação.
Denunciado na polícia e na empresa, ele se afastou por três meses, enquanto corria a investigação interna do crime cometido contra uma colega. Para as metroviárias, esta reintegração sem o parecer da Comissão Permanente de Processos Disciplinares (COPED) é uma decisão intolerável.
Uma das colegas da vítima se recusou a trabalhar no mesmo ambiente do agressor, e comunicou sua decisão à chefia, que preferiu puni-la com a realocação para outra estação. A decisão do superior revoltou as metroviárias e causou uma grande comoção nas redes sociais: “Estamos indignadas. Isso é humilhante e revoltante”, declarou a diretora Diana Ferreira da Rosa.
“Isso só encoraja os abusadores a repetirem a atrocidade na certeza da impunidade”, disse a diretora adjunta Flaviani Castro.
A INCOERÊNCIA DA TRENSURB
Há poucas semanas a Trensurb lançou uma campanha contra o abuso sexual. A atitude ocorreu após uma usuária ter sido atacada dentro de um vagão. Por causa desse crime, a deputada estadual Luciana Genro (PSOL) pediu a criação de um vagão exclusivo para mulheres.
As integrantes da diretoria das mulheres do Sindimetrô/RS são unânimes: Não adianta a empresa pregar contra o assédio nas redes sociais, e na prática fechar os olhos para os crimes dos próprios funcionários.
Na última quarta-feira, dia 24, o Sindimetrô, com apoio de entidades parceiras promoveu uma manifestação na estação Mercado pedindo a revisão do calendário de vacinação da região metropolitana.
Por estarem atuando na linha de frente desde o início da pandemia, sem parar por nenhum momento, o sindicato vê a categoria como essencial e que deve ser priorizada no plano de imunização das cidades atendidas pelos serviços da Trensurb.
No final da tarde desta quarta-feira, 24, um ato na estação Mercado reuniu servidores públicos que estão na linha de frente desde o início desta pandemia, como metroviários, rodoviários, além de trabalhadores da Educação, dos Correios e da Saúde.
Os representantes manifestaram repúdio à negligência e à política genocida do governo federal e exigiram a vacinação imediata para todos e pelo SUS. Os trabalhadores também pedem a revisão do calendário da vacinação prioritária para estes sejam umas das próximas categorias a receber a imunização.
A manifestação ocorreu a partir das 16:30 e as entidades que apoiam a luta dos metroviários contra a privatização da Trensurb liberaram as catracas durante 30 minutos no horário de pico. O protesto, simbólico, foi um alerta ao governo federal, que abandonou a população na hora mais crítica da pandemia.
“Atos simbolicamente grandiosos como este mostram que estamos no caminho certo para derrubar este governo que minimiza a pandemia e quer vender tudo o que é público.”, declarou Alexandre Nunes, do sindicato dos Correios. (Sintect RS)
Para os dirigentes do Sindimetrô, o Dia Nacional de Luta, que levou trabalhadores de várias partes do país a saírem às ruas em protesto, marcou a unidade de várias categorias. E só unidas, elas serão capazes de derrotar o governo Bolsonaro.
O presidente da entidade disse que o ato foi uma demonstração da unidade na luta de todas as categorias que o Sindimetrô sempre almeja: “Esse governo tem que saber que não vamos tolerar mais os desmandos. Queremos a vacinação já”, disse Chagas.
DE MANHÃ, NO PIRATINI
Antes, na manhã desta quarta-feira, dia 24, o Sindimetrô participou do ato do Dia Nacional de Luta, na frente do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa do RS, convocada por centrais e por movimentos sociais. A manifestação pedia lockdown já, auxílio emergencial para todos que ficaram sem renda e vacinação imediata e para todos. Participaram categorias como a dos rodoviários, dos profissionais da saúde, da educação, dos Correios, dos juízes federais, entre outros.
Respeitando os protocolos e a higienização dos equipamentos utilizados, diversos dirigentes sindicais tomaram a palavra e condenaram as políticas desastrosas de Bolsonaro e Leite, que só fazem aumentar as contaminações e as mortes por coronavírus. E cobraram ações realmente efetivas também do poder legislativo em ambas as esferas.