Na quinta, 8, o Sindimetrô RS esteve em reunião com a diretoria da Trensurb juntamente da Deputada Estadual Luciana Genro. O encontro foi um dos encaminhamentos do lançamento da Frente Parlamentar em defesa da Trensurb pública em 11 de julho, liderada pela parlamentar Luciana Genro na Assembleia Legislativa.
Luciana questionou a direção sobre a privatização, as condições de trabalho e os rumores a respeito de possíveis PPP’s (parceria público privadas) para a reconstrução das estações de Porto Alegre.
O presidente da Trensurb direção da empresa, Ernani Fagundes, se posicionou contra a privatização e negou que as terceirizações seriam a forma de reconstrução da empresa. Relatou diversas dificuldades e a falta de compromisso com o prefeito Melo para a reucperação das casas de bombas. Também relatou que a empresa já adquiriu equipamentos para a substituição de disjuntores. Segundo a empresa, os prazos seguem para a retomada da operação em Porto Alegre.
O sindicato vem denunciando as condições de trabalho e a insatisfação de toda a categoria metroviária com a gestão atual. Durante a reunião, foram ainda relatadas as situações do setor de manutenção noturna, de segurança, das estações e demais setores. Também foram expostas as preocupações com os casos crescentes de assédio que vem ocorrendo dentro da empresa.
O Sindimetrô também entregou um manifesto à direção da empresa com um série de reivindicações como participação democrática na reconstrução da empresa, melhora das condições de trabalho dos metroviários e da comunicação. Não existe Trensurb sem os(as) metroviários(as). Seguiremos cobrando transparência no processo de reconstrução e que a comunicação com os metroviários, para que os trabalhadores e trabalhadoras possam auxiliar na retomada da operação.
No dia 7, uma comissão do setor da segurança se reuniu com a assessoria jurídica do Sindimetrô RS. O encontro foi para escutar as demandas da COMSEGUR para esclarecer dúvidas e questões pertinentes ao setor.
O corpo da segurança metroviária realiza diariamente o trabalho de coibir furtos ao longo da via, realizando rondas preventivas e executando apreensões constantes de meliantes e materiais alvos da bandidagem.
Infelizmente, a categoria metroviária tem sofrido com o descaso e desrespeito por parte da diretoria da empresa. O Sindimetrô RS está atento às demandas dos setores e está mobilizado para buscar alternativas para a reconstrução da empresa com a garantia das condições de trabalho.
Hoje, 07, a categoria metroviária se reuniu em assembleia geral ordinária na sede do Sindimetrô RS. A comissão eleitoral foi eleita por unanimidade para conduzir as eleições para representantes sindicais. A comissão foi composta pelos metroviários Piedade (SEGUR), Carolina Fernandes (SEEST), Dias (SETRA), Michele (SEEST) e Queila (ADM).
A partir de amanhã, 08, começa o período de inscrições de candidatos. As inscrições vão até dia 22 de agosto. As eleições acontecem de 23 a 27 de setembro de 2024. O edital já está disponível no site.
Durante a assembleia, foram debatidas as condições de trabalho nos setores da Trensurb. Foram relatadas as más condições em todos os setores. Seja nas estações que estão inoperantes, a situação dos postos temporários de trabalho, o aumento das terceirizações que deixam trabalhadores sem condições mínimas, sem uniforme e equipamentos adequados, falta de luz, de água.
O aumento da insegurança e precariedade das condições de trabalho são preocupantes. O Sindimetrô RS encaminhou diversas denúncias e cobranças em várias instâncias junto à Trensurb e também no Ministério Público do Trabalho.
Todas as soluções apresentadas pela Trensurb tem sido de forma provisória que não resolvem e ainda pioram os problemas nos postos de trabalho e para os usuários. A falta de comunicação, o descaso do patrimônio público tem sido marca da diretoria
Também durante a assembleia, a diretora Keity relatou sobre a campanha de mobilização contra o assédio. Keity revelou que houve um aumento nos casos de assédios sexuais dentro da Trensurb e que o Sindimetrô RS já está trabalhando juntamente da empresa para cobrar e criar protocolos de segurança e encaminhamento dos casos.
Ao final da assembleia, houve a votação e aprovação por unanimidade do metroviário e advogado Jorge Ferreira como diretor sindical.
CONDIÇÕES PARA SER VOTADO (CANDIDATO)
Mais de 6 (seis) meses como sócio do Sindimetrô. Ter se associado até 27 de março de 2024 e estarem dia com as mensalidades, inclusive metroviários aposentados que estejam em dia com as contribuições (art. 67);
Não ter exercido cargo de confiança ou função gratificada na empresa a partir de 22 de agosto de2021 (art.68);
Não ter tido as contas reprovadas quando pertencente a quadros de administração sindical e/ou ter lesado o patrimônio de qualquer entidade sindical (art.69);
Preencher ficha de inscrição (art.70).
CONDIÇÕES PARA VOTAR (ELEITOR)
Mais de 3 (três) meses como sócio do Sindimetrô. Ter se associado até 23 de junho de 2024 e estarem dia com as mensalidades, ou ter quitado as suas mensalidades até 30(trinta) dias antes das eleições, inclusive metroviários aposentados que estejam em dia com as contribuições (art. 79);
AS INSCRIÇÕES PODERÃO SER REALIZADAS NA SEDE DO SINDIMETRÔ OU COM OS MEMBROS DA COMISSÃO ELEITORAL (ART. 70) – RUA MONSENHOR FELIPE DIEHL, 48 – HUMAITÁ – PORTO ALEGRE/RS, EM HORÁRIO COMERCIAL DAS 08:00 ÀS 17:00, DE SEGUNDA À SEXTA-FEIRA.
Hoje pela manhã, 29, o Sindimetrô RS esteve na reunião ordinária da CIPA e acompanhou a apresentação da inspeção realizada pelos cipeiros nos postos provisórios de trabalho nos “Trilhos Humanitários”. O indicativo da inspeção é que estes locais sejam interditados devido às péssimas condições de trabalho para os metroviários.
O Sindimetrô RS tem denunciado e buscado diariamente os canais de comunicação e legais para garantir as condições de trabalho junto à diretoria da Trensurb, além de auxiliar na compra de insumos como água. Sabemos da necessidade do serviço que prestamos, porém a negligência da gestão da Trensurb está colocando metroviários em situações precárias e insalubres.
Por consequência, também prestando um serviço precário à população gaúcha, que depende e também está pagando a conta da precariedade do serviço. Uma votação foi solicitada para que a CIPA, democraticamente, leve seus apontamentos à diretoria da empresa. O presidente da comissão inviabilizou essa votação com a justificativa de não ser necessária visto que a ata da reunião iria ser repassada aos interessados.
Na ata, foram sugeridas as melhorias com o indicativo de possível interdição caso a empresa não adeque às condições. Chamamos a atenção que não foi estipulado um prazo para que essas ações sejam tomadas, deixando tanto usuários como metroviários à deriva nos locais provisórios.
A reconstrução da Trensurb passa por transparência e pela participação dos trabalhadores, o que o Sindimetrô RS vem denunciando incansavelmente. O descaso com os trabalhadores tem sido a marca da gestão e está agravando a situação que os eventos climáticos causaram às estruturas da Trensurb.
Salientamos a importância do trabalho prestado pelos metroviários aos gaúchos. Exigimos condições dignas para laborar e que a diretoria da empresa se comunique com seus funcionários para que possamos retomar o trabalho de qualidade que prestamos há mais de 40 anos.
Ontem, 11, estivemos na Assembleia Legislativa para o lançamento da Frente Parlamentar contra a privatização da Trensurb. A frente foi articulada junto da Deputada Estadual Luciana Genro (PSOL) na AL RS. em março. O ato ocorreu na Sala Alberto Pasqualini (4º andar).
As falas dos presentes reafirmaram a importância do serviço da Trensurb não apenas para transportar trabalhadores e estudantes, mas como um fator de desenvolvimento do comércio, cultura e da economia das regiões por onde passa.
Compuseram a mesa junto da parlamentar e da diretoria do sindicato, Carolina Kader , (Associação dos Permissionários do Mercado Público), Zezinho, (assessor da deputada federal da Maria do Rosário), Marília Iglesias (ASHPS/SIMPA), João Ezequiel, (SIMPA), Cebola (pré candidato da prefeitura de Canoas pelo PSOL), Matheus Vicente (presidente do PSOL de Sapucaia do Sul), Ricardo Souza (ASSUFRGS).
Como encaminhamentos, a parlamentar Luciana Genro encaminhará uma solicitação de reunião com a diretoria da Trensurb para cobrar a urgência da abertura das estações e também ouvir as reivindicações dos trabalhadores pelo sindicato.
Sabemos das disputas dentro do governo federal, e só promessas não bastam! Iremos pressionar para que a Trensurb seja definitivamente retirada do PND!