Fora da Linha – o podcast do Sindimetrô é um programa com informações relacionadas à luta dos trabalhadores do Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul. Em diálogo com as novas tendências da comunicação, o Fora da Linha trabalha com a informação de maneira descontraída, articulando notícias e memes da política e da cultura nacional. O podcast é produzido pela comunicação do Sindimetrô.
O primeiro episódio do Fora da Linha – o podcast do Sindimetrô apresenta os impactos dos processos de privatização na vida dos trabalhadores. Salários, condições de trabalho e o futuro dos metroviários e dos demais trabalhadores que utilizam os trens diariamente são discutidos com informação e memes de política e cultura nacional.
Ficha técnica: Produção, apresentação e edição: Fernanda Nascimento Revisão e realização: Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Porto Alegre Trilha: Cash Machine (Anno Domini Beats)
A partir de amanhã, o valor do diesel vai aumentar 8,9%
Bolsonaro fez declarações sobre os aumentos absurdos nos preços de combustíveis como se não tivesse responsabilidade nisso. Quem indica o presidente e a política de preços da Petrobrás? Ele mesmo, o presidente.
O Brasil poderia ser autossuficiente na produção de combustível se houvesse uma política interna de valorização e investimento público, com consequente retorno ao país. Mas, ao contrário, estamos vivendo uma escalada no preço do gás de cozinha, da gasolina… Quem consegue arcar com um botijão de gás a mais de 120 reais?
No governo Bolsonaro, a BR já gerou 445 BILHÕES de reais à União. Para onde está sendo destinado este dinheiro? Ele poderia ser revertido em políticas diretas de combate ao aumento dos combustíveis. Mas Bolsonaro finge que não tem nada a ver com isso. A distribuição de cargas e alimentos no Brasil depende quase que exclusivamente do transporte rodoviário: Segundo a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), 60% dos transportes no Brasil são realizados por rodovias, 20% por ferrovias, 13% por hidrovias e 4% por aerovias.
Então, mesmo que você não tenha carro, o aumento nos combustíveis influencia na logística de tudo que você consome. Assim, a alta da gasolina e diesel também indicam um aumento direto no preço dos alimentos.
Em recente visita ao Estado e em uma live, Bolsonaro disse que o preço dos combustíveis é um crime e se posicionou contra o aumento. Mas o que está fazendo de fato para impedir esta política? O Brasil é o maior acionista da Petrobrás e nem o próprio Bolsonaro aguenta o caos que ele instaurou na economia em seu mandato. O Brasil piorou!
Ligue os pontos: primeiro, o anúncio da privatização, estudos técnicos, promessas de venda e de solução para os problemas do transporte público. O modelo é o mesmo em todo o país. Nesta semana, foi anunciado que o metrô de Recife será estadualizado, ou seja, sairá da administração federal e passará para a administração do governo de Pernambuco: esse é o caminho para imediatamente ser concedido à iniciativa privada.
Foram anos de sucateamento e desmonte, falta de investimentos em uma campanha para sustentar a venda do patrimônio. Assim, está perto de acontecer com a CBTU, em Belo Horizonte, em que já está em prática uma série de ações para abrir caminho para a privatização. A categoria metroviária mineira está mobilizada e recentemente entrou em greve para defender seus empregos e o serviço público que presta à sociedade mineira.
Desde a inclusão da Trensurb no Programa Nacional de Desestatização, o Sindimetrô RS está mobilizado para barrar os passos de entrega do nosso patrimônio, mas sabemos que a luta não está vencida. No último ano de seu mandato, Bolsonaro admitiu que apesar dos atrasos, as agendas de privatizações é sua prioridade e vai seguir. Se não houver resistência, a boiada vai passar!
A cada empresa pública que é vendida, é uma perda para os trabalhadores e trabalhadoras, que serão demitidos em massa e para quem utiliza o trem, a tarifa fica ainda mais cara. Não queremos este destino para a Trensurb!
A Audiência Pública da semana passada mostrou o potencial de enfrentamento que a mobilização social possui. Diversas entidades sindicais, políticas, estudantis e sociais estiveram reunidas para discutir os impactos negativos da privatização da Trensurb.
A deputada estadual, Luciana Genro, afirmou “Tenho convicção de que podemos derrotar Bolsonaro e seu governo privatista na eleição e conquistar uma correlação de forças muito mais favorável para manter a mobilização por serviços públicos de qualidade”.
Como encaminhamento da audiência, a sugestão foi uma articulação conjunta para solicitar uma agenda com o governador Ranolfo Vieira Junior para cobrar atitudes em defesa do patrimônio que é a Trensurb pública.
Desde o século XIX já havia iniciativas no Brasil pelo voto feminino, mas sem avanços na sociedade. Foram décadas de articulações do movimento feminista até que em 1932 fosse possível haver eleitores sem distinção de sexo.
Atualmente, as mulheres são maioria do eleitorado do país, foram 52,50% em 2020, de acordo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entretanto, a presença em cargos políticos ainda é pequena. Em 2020, apenas 15% eram mulheres.
Em 90 anos, a luta feminista avançou muito, mas a igualdade política ainda é um caminho longo a ser conquistado. Celebramos cada conquista, pois a luta das mulheres é longa perante o machismo estrutural, que se alia ao racismo e ao capitalismo na exploração feminina. Lutar por igualdade de direitos, de oportunidades, de vida. A participação das mulheres na política é essencial, pois quando as mulheres se movimentam, o mundo avança.