O Sindimetrô RS se reuniu com representantes do BNDES em Brasília, no dia 17 de junho, para discutir a situação da Trensurb. Segundo o banco, os estudos seguem e não há perspectiva de retirar a empresa do PND. A privatização segue como eixo central da política de investimentos e infraestrutura do Governo Federal.
Na reunião com o BNDES, também estiveram presentes a Dep. Federal Fernanda Melchionna e a Frente em Defesa da Água e do DMAE público e estatal. Os representantes do banco apontaram o prefeito Sebastião Melo como responsável por esta privatização, e que o BNDES só estaria prestando um serviço técnico contratado pela prefeitura de Porto Alegre.
Já foram R$10 milhões de dinheiro público com estudos para a modelagem da concessão desde 2019, ao invés de investi-los para melhorar o trem público. Apesar de os estudos não terem os dados públicos, o BNDES admitiu que ls estudos feitos estão defasados. O cronograma está com o leilão marcado para 2027.
Essa lógica privatista tem no PND seu maior apoio. Recentemente, o deputado Glauber Braga propôs um Projeto de Lei para extinguir o PND. Acreditamos que esta medida é essencial para acabar com a farra das privatizações e retomar um projeto de país baseado em empresas públicas, estatais e voltadas à população e não ao lucro.
As eleições deste ano serão decisivas. Se no âmbito federal o compromisso é com o entreguismo neoliberal, a eleição de um governo estadual progressista pode contribuir na resistência à privatização. Mas isso só acontecerá se seguir a pressão da categoria metroviária.
Na próxima terça, 30, estaremos na Estação da Trensurb Mercado Público a partir das 17h nos somando às mobilizações nacionais pelo fim da escala 6×1 e também por tarifa zero!
A luta pelo fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados por muita pressão do povo nas redes e nas ruas e agora está trancada no Senado, onde os inimigos do povo estão ao lado dos patrões e tentam impedir o avanço dos direitos da classe trabalhadora.
O fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade, saúde e qualidade de vida. Em vez de reduzir a jornada e garantir mais direitos, a direita e extrema-direita defendem propostas que mantêm ou até aumentam as jornadas de trabalho.
A implementação da Tarifa Zero vem junto do grito pela redução da jornada de trabalho para garantir que o transporte público seja um direito de toda a população, como já está na nossa Constituição desde 2015.
A luta pela tarifa zero é uma luta fundamental para a classe trabalhadora, que já paga muitos impostos! As cidades que já têm a Tarifa Zero viram a injeção de dinheiro na economia aumentar, com mais consumo de bens e serviços.
Nossa luta pela Trensurb pública segue desde 2019, quando a estatal foi colocada na lista de privatizações. Estamos resistindo desde lá, mas o sucateamento e as ameaças não cessaram. Os(as) metroviários(as) estão trabalhando com o menor efetivo em 40 anos de Trensurb e não há previsão de concurso público. Seguimos cobrando o governo federal por uma gestão 100% pública, com tarifa zero!
Estaremos nas ruas para derrotar o congresso inimigo do povo e defender os direitos! Pelo fim da Escala 6×1!
Neste domingo, 21, o Sindimetrô RS se somou na manifestação contra a privatização do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Porto Alegre (DMAE). Diversos movimentos sociais, partidos e sindicatos também estavam presentes, num momento de unidade dos trabalhadores para dialogar com a população sobre os riscos de privatizar o nosso saneamento básico.
Assim como no caso da Trensurb, a venda do DMAE, apesar de ser promovida diretamente pelo prefeito Sebastião Melo, tem apoio do Governo Federal por meio do BNDES. Isso demonstra, mais uma vez, a necessidade de total independência e união da classe trabalhadora para enfrentar esses ataques. Se os governos se juntam para aplicar o projeto de privatização, do nosso lado não pode ser diferente.
Não à privatização do DMAE! Água não é mercadoria! Pela unidade dos trabalhadores contra as privatizações!
Quando o debate sobre a Tarifa Zero surgiu, os que a defendiam eram tratados como “utópicos”. Hoje, com a inclusão de Jandaia do Sul (PR) e Pompéia (SP) na lista, só no Brasil, somam-se 150 municípios onde o transporte público é totalmente gratuito.
Esse número não surgiu do nada. Foi através da luta e da pressão do povo trabalhador. Após as grandes Jornadas de Junho de 2013 contra o aumento da passagem, a mobilidade urbana se tornou um direito constitucional. Mas entre tirá-lo do papel e colocá-lo na prática, há um longo caminho. E os atalhos podem ser traiçoeiros.
O sistema de transporte público brasileiro, há décadas privatizado por meio de concessões, está em colapso. Com o crescimento do transporte privado, do trabalho remoto, do descontrole do preço dos combustíveis e os consecutivos aumentos da tarifa, cada vez menor é a demanda dos usuários. Por consequência, menos o sistema consegue se sustentar e mais ele precisa de subsídio estatal.
Nós defendemos a Tarifa Zero e que a responsabilidade de garantir o direito ao transporte é do Estado. O dinheiro público é para o transporte público. A privatização das linhas de ônibus, trens e metrôs coloca o lucro das concessionárias acima da qualidade do serviço, o interesse privado acima do interesse público. Não há nada que justifique isso.
Sem enfrentar a privatização do transporte, a Tarifa Zero pode se tornar um novo “bolsa empresário”, uma forma de “corrupção legalizada”, em que o dinheiro público é utilizado para sustentar um punhado de barões do transporte coletivo – que lucram em cima do sufoco que a classe trabalhadora passa diariamente na condução lotada.
O recorde de 150 cidades com transporte gratuito é uma grande conquista que deve ser comemorada. Importantes projetos propondo a Tarifa Zero tramitam no Congresso Nacional. Pesquisas apontam que a maioria da população aprova essa medida. Mas a disputa pelo modelo do sistema de transporte está mais viva do que nunca: se o dinheiro público será usado para garantir transporte público, gratuito e de qualidade; ou para aumentar o poder e a riqueza de um punhado de concessionárias privadas.
Metroviários(as) de todo Brasil lotaram mais uma Audiência Pública sobre o Sistema Metroferroviario no Brasil, realizada nesta terça-feira, dia 16, na Câmara dos Deputados.
Foi a terceira Audiência Pública organizada pela categoria em 4 anos de governo Lula. Porém, novamente, os representantes do governo presentes deram apenas respostas protocolares, ignorando nossos alertas sobre a precarização e os riscos da privatização.
Esta postura do governo Lula já se tornou um padrão. Em todas as tentativas de reuniões com a Casa Civil, BNDES e nas 3 cartas que enviamos ao presidente, a resposta é sempre a mesma enrolação. E a Trensurb e a CBTU-PE não saem da lista de privatizações.
A situação do sistema metroferroviário segue sendo propositalmente sucateada, a fim de justificar sua venda. O metroviário da CBTU-PE, Tiago Barbosa dos Santos, morreu eletrocutado enquanto trabalhava no dia 11 de junho. Nem mesmo esta tragédia foi capaz de sensibilizar o governo.
Questionada sobre o que pensa do processo de concessão, Fernanda Ludmila, do Ministério das Cidades, disse apenas que o Governo Federal quer estadualizar a Trensurb e a CBTU-PE para “aproximá-las mais dos usuários”, mascarando as intenções privatistas do Governo Federal.
Enquanto o governo usa do BNDES para conduzir privatizações e transferir o patrimônio público a grupos privados, a categoria metroviária vai seguir na resistência de um projeto amplo para o transporte sobre trilhos no país. Nosso compromisso é com a qualidade do serviço público e o direito constitucional à mobilidade urbana.
A audiência foi proposta e presidida pela deputada federal Fernanda Melchionna. Estiveram na mesa de discussão representantes dos sindicatos de trabalhadores do metrô do RS, DF, PE. SP e MG, além dos sindicatos da base da Trensurb.
Nossa luta não vai parar. Voltaremos à Brasília quantas vezes forem necessárias. Não só exigimos o fim da privatização, como defendemos um sistema público, estatal, com controle popular e Tarifa Zero.
Fotos: Renato Araújo (Câmara dos Deputados) Theo Dalla e Nádia Alibio (Sindimetrô RS)
Nesta terça, a categoria metroferroviária do Brasil esteve presente para denunciar o resultado das privatizações no sistema de transporte público.
No país todo, o cenário é o mesmo: sucateamento, passagem mais cara, insegurança e demissões em massa. Tudo isso com dinheiro público para garantir o lucro das empresas beneficiadas com as privatizações.
Seguimos na defesa do fortalecimento de um sistema público, estatal, de qualidade e com tarifa zero para a população nas cidades.