Nesta manhã, 20 de junho, a direção do Sindimetrô RS esteve na estação São Leopoldo para dialogar com quem utiliza o trem para se deslocar para trabalhar ou estudar.
Quem chegou antes mesmo do sol raiar para iniciar o dia, teve a recepção do café e a distribuição de material informativo sobre o aumento dos itens essenciais de alimentação.
A crise que grande parte da população enfrenta para poder sobreviver tem levado muitas famílias a se endividarem para tentar se manter. Segundo dados do Fecomércio RS, o percentual de famílias em inadimplência é de 40,3% em Porto Alegre.
A inflação e a queda da renda média são alguns dos fatores que pressionam o pagamento de dívidas, e o principal é a falta de investimentos no enfrentamento a esta situação. A falta de políticas públicas que dê conta de aliviar o bolso dos(as) trabalhadores.
Próximo do fim do mandato, o governo federal faz manobras eleitoreiras. A aprovação do aumento nos auxílios tem data para acabar: dezembro. Isso não garante a subsistência de quem está passando fome. Precisamos de compromisso e uma política constante para reduzir as desigualdades sociais e garantir uma vida digna para as pessoas.
Nesta quarta-feira, 20 de junho, o Sindimetrô RS estará na estação São Leopoldo para dialogar com trabalhadores e estudantes que utilizam a Trensurb.
A alta do preço dos alimentos da cesta básica assusta. Só em 2022, o valor já subiu cerca de R$ 100, enquanto mais de um milhão de gaúchos passam fome. A capital gaúcha tem a terceira cesta básica mais cara entre as capitais do Brasil.
Tá tudo caro!
A ação começa às 6h30 e faz parte da mobilização permanente contra as privatizações.
O projeto de privatização da Corsan foi aprovado na Assembleia Legislativa em julho de 2021. Nesta semana, a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) que interrompeu o processo de privatização da Companhia. Apesar de não recorrer à decisão, o governo estadual quer mudar de método, mas não de plano. O governador Ranolfo Júnior anunciou que pretende vender a Corsan ainda neste ano.
Em 2020, a Corsan teve um lucro de R$ 480 milhões, então o que sustenta a venda da empresa? Segundo o governador, a Corsan pública não teria os recursos necessários para cumprir os objetivos do Marco Legal de Saneamento. Este marco foi sancionado por Bolsonaro em 2020 e prevê a universalização de tratamento de água de 99%, e de coleta e tratamento de esgoto de 90% até 2033.
Este marco é um importante passo para o desenvolvimento e acesso a um recurso básico como o acesso à água potável nos municípios. O problema é que a entrega à lógica de mercado deste serviço é rifar não só as vidas da população, mas também do meio ambiente. Isso porque a lógica do lucro das empresas privadas visa a exploração máxima de recursos em vista de rentabilidade.
É papel do Estado a garantia do acesso a esse direito à população, visando a justiça social e a sustentabilidade. O patrimônio é gigante, e está à venda. Atualmente, a Corsan atende 307 dos 497 municípios do estado. Quem garante que a qualidade do serviço atenderá aos gaúchos? A quem interessa que as áreas mais isoladas e pobres sejam atendidas com saneamento básico? É de interesse público, e não privado.
Os impactos sociais e ambientais de abastecimento de água são já visíveis em lugares onde a privatização da água já é uma realidade, como no Rio de Janeiro. Lá, é comum a denúncia dos moradores sobre as péssimas condições da água, um risco à saúde. Grandes empresas possuem interesse em comprar o acesso a recursos hídricos, pois a grande indústria e o agronegócio dependem de muita água para produzir em escala desfreada, é a lógica do capitalismo. O interesse social não é privado, mas público.
Somos contra todo o projeto de privatização. Acesso à água não se vende!
No terceiro episódio, o podcast do Sindimetrô RS traz o enfoque da categoria metroviária das eleições de 2022. Nós temos uma certeza: a escolha dos novos representantes políticos será decisiva para o futuro dos funcionários públicos.
Neste episódio já disponível no Spotify, o fora da linha faz um panorama do posicionamento dos principais candidatos à presidência da República em um tema fundamental para os metroviários: o projeto de privatização.
Seis novos funcionários foram recepcionados hoje pela diretoria do Sindimetrô RS. Foram chamados 5 metroviários para assumir no setor de operações e 1 para o setor administrativo.
Durante o almoço, a diretoria dividiu as experiências do sindicato, ressaltando as conquistas da mobilização da categoria na defesa dos direitos dos trabalhadores e na luta pela manutenção da Trensurb pública.
O reconhecimento do Sindimetrô RS é grande na categoria, e temos 97% de funcionários sindicalizados. Os desafios são grandes, mas sabemos que um sindicato é feito por trabalhadores e trabalhadoras presentes e atentos às demandas da categoria.
Desde a metade de junho, uma onda de protestos tem sacudido o Equador. Convocada pela Conaie (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador), uma das maiores e principais organizações que representa diversas etnias originárias equatorianas, a mobilização tem levado uma multidão às ruas em protesto pelas precárias condições que o povo equatoriano vem enfrentando.
Os protestos têm tido uma resposta de repressão violenta por parte do Estado, que já deixou ao menos seis mortos e 400 feridos. Mais de cem pessoas foram detidas, segundo organizações de defesa de direitos humanos. Apesar da truculência, os protestos cresceram e reuniram mais de 14 mil pessoas, que bloquearam diversas estradas do país, e paralisaram a produção de petróleo para pressionar o governo e cobrar um enfrentamento no combate à pobreza.
O presidente do Equador, Guillermo Lasso, anunciou no fim de junho uma redução no preço dos combustíveis, na tentativa de atender a uma das principais demandas. A redução é inferior à exigida pelos manifestantes, que seguem exigindo políticas de auxílio para milhões de famílias pobres, o controle dos preços de produtos básicos, o fim das leis que precarizam o trabalho, o fim das privatizações e contra a expansão das empresas de mineração que destroem o meio ambiente e envenenam nascentes e rios das comunidades pobres e dos povos originários.
O Equador é governado por um presidente de direita, que assim como Bolsonaro, governa para uma elite enquanto deixa seu rastro de miséria e de destruição da natureza. A mobilização nacional no Equador tem mostrado a indignação do povo com as ações de governos neoliberais na América Latina.
Força para o povo latino-americano que se levanta e luta por seus direitos!