SINDIMETRÔ RS NA RÁDIO BANDEIRANTES

SINDIMETRÔ RS NA RÁDIO BANDEIRANTES

Na última quarta-feira (09), o presidente do Sindimetrô RS, Luis Henrique Chagas foi convidado a participar do programa “Tempo Real”, na rádio Band AM e FM, com apresentação de Oziris Marins.

Durante oito minutos, Chagas esclareceu o momento do transporte sobre trilhos no país, como o pedido de falência da Supervia, no Rio e a ligação deste episódio com o projeto de privatização da Trensurb pelo governo Bolsonaro.

Confira o áudio da entrevista abaixo:

METROVIÁRIOS DE VÁRIOS SETORES FORAM VACINADOS NESTA SEXTA-FEIRA

METROVIÁRIOS DE VÁRIOS SETORES FORAM VACINADOS NESTA SEXTA-FEIRA

Sapucaia do Sul foi a quarta cidade da região metropolitana a vacinar os metroviários da Trensurb. Cerca de 57 trabalhadores – operadores de trens, oficinas, bilheterias e segurança metroviária – receberam a primeira dose da Oxford/AstraZeneca. As aplicações foram feitas por profissionais da secretaria da saúde do município, na Estação Sapucaia.

Desde o início da vacinação dos metroviários foram aplicadas 308 vacinas em quatro cidades atendidas pela Trensurb: Porto Alegre (58), Canoas (158), Esteio (35) e Sapucaia (57). Além da vacinação de hoje, há conversas para que a capital gaúcha ceda mais algumas doses para os setores de tráfego (operadores de trens) e das manutenções.

A vacinação dos metroviários vem sendo pautada pelo Sindimetrô junto à Trensurb desde fevereiro. Após isso ocorreram protestos em luto pela morte de quatro metroviários pela Covid-19 e exigindo vacinas a todos os metroviários que atuam na linha de frente, desde o início da pandemia.

“É uma sensação incrível ver o resultado de nossas lutas sendo aplicadas nos braços dos colegas. E ainda teremos muitas lutas pela frente. Pois temos muitos colegas que não se imunizaram ainda e se dependêssemos somente do governo Bolsonaro, não haveria vacinas para todos”, ressaltou o diretor Ronas Filho.

 

NEGOCIAÇÃO AVANÇA NAS ESCALAS E EMPERRA NAS CLÁUSULAS FINANCEIRAS

NEGOCIAÇÃO AVANÇA NAS ESCALAS E EMPERRA NAS CLÁUSULAS FINANCEIRAS

Na tarde desta quarta-feira (9) ocorreu uma nova rodada de negociações entre o Sindimetrô RS, a Trensurb e a comissão de base formada para participar das conversas sobre os acordos coletivos dos metroviários.

Houve avanços significativos como a concordância de todas as partes pela renovação do acordo de escalas, faltando definir apenas o prazo desta prorrogação (se 1 ou 2 anos). Nas questões sociais foram aprovadas a inclusão de uma cláusula de combate à discriminação, assédio moral e sexual.

Para a secretária-geral do Sindimetrô/RS é positiva a concordância da empresa com a cláusula de combate ao assédio: “É um avanço importante para as metroviárias. Mudar a cultura de opressão das mulheres exige a implementação de políticas efetivas”, destacou Ayllu Duarte Acosta.

Também tivemos progresso quanto aos novos procedimentos de entrega de “atestados médicos e psicológicos”, para que estes possam ser apresentados por meios eletrônicos ao ambulatório.

Nas cláusulas econômicas a Trensurb nega aumento aos metroviários baseada na Lei Complementar Nº 173, que veda reajuste aos servidores até 31 de dezembro de 2021. O Sindimetrô fez contraproposta de reposição a ser dada a partir de 1º de janeiro de 2022. O sindicato ainda propõe a renovação dos acordos por 2 anos, entretanto, a empresa vincula esta condição ao reajuste/reposição salarial zero em ambos os períodos.

Ao todo foram aprovadas 55 cláusulas do ACT e encaminhada a renovação de todas as escalas atuais. Os demais temas divergentes devem ser pauta de debates nas próximas reuniões. O próximo encontro será presencial e em uma data a ser definida.

“A negociação continua e o objetivo do Sindimetrô é manter os direitos conquistados e repor as perdas financeiras”, disse o presidente da entidade Luís Henrique Chagas.

 

ESCRITÓRIO QUE DEFENDE OS METROVIÁRIOS OBTÉM VITÓRIA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

ESCRITÓRIO QUE DEFENDE OS METROVIÁRIOS OBTÉM VITÓRIA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

O escritório Garcez, especializado na defesa de empresas públicas, ganhou uma liminar da 27ª vara do Rio de Janeiro e suspendeu o pregão eletrônico que visava a contratação do estudo sobre a viabilidade econômico-financeira para a venda da estatal, prevista para amanhã, dia 10. Com isso, atrasa o processo como um todo.

Representando o Coletivo Nacional dos Eletricitários, o escritório brasiliense questionou a licitação para duas empresas – Itaipu e Eletronuclear – feitas pela Eletrobras em sobreposição à já aberta anteriormente pelo BNDES. A juíza Geraldine Vidal alegou gasto imotivado de recursos públicos para duas ações que possuem a mesma finalidade.

Garcez faz parte da Frente Jurídica em defesa do Transporte Público sobre Trilhos formada por sindicatos dos metroviários da Trensurb e da CBTU (Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte). A frente busca também o apoio parlamentar no Congresso Nacional na tentativa de barrar a privatização dos metrôs das capitais destes cinco estados.

Esta é mais uma vitória que aumenta a esperança e a confiança da sociedade e dos trabalhadores gaúchos na contenção da sanha privatista do governo Bolsonaro e na manutenção do transporte público de massas nas mãos do povo, num ano em que tivemos tantas perdas.

#privatizaréofimdalinha

 

METROVIÁRIOS SÃO VACINADOS APÓS UM ANO DE ATUAÇÃO NA LINHA DE FRENTE

METROVIÁRIOS SÃO VACINADOS APÓS UM ANO DE ATUAÇÃO NA LINHA DE FRENTE

Esteio também liberou doses de vacinas contra a Covid-19, para os metroviários e metroviárias que trabalham nas estações da cidade. A imunização de 35 trabalhadores da Trensurb ocorreu nesta segunda-feira (07), no Centro Administrativo da Saúde do município.

As prefeituras de Porto Alegre e Canoas já haviam disponibilizado 58 e 158 doses, respectivamente, totalizando 251 funcionários vacinados. A empresa ainda não divulgou quantos funcionários dos grupos prioritários foram imunizados. A segunda dose da Oxford/AstraZeneca ficou para o dia 07 de setembro.

Negociações com os municípios de Sapucaia do Sul e Porto Alegre seguem para que metroviários também recebam sua dose. A categoria aguarda prefeituras de outras cidades, como São Leopoldo e Novo Hamburgo, também incluam os metroviários em seus calendários de imunização, já que estes trabalhadores prestam um serviço essencial em seus municípios e não pararam em nenhum momento durante a pandemia.

“A fiscalização continua. Seguiremos cobrando que a empresa negocie com os municípios enquanto houver metroviários sem vacina”, reafirmou o presidente do Sindimetrô RS, Luis Henrique Chagas.

 

O BRASIL NADA TEM A CELEBRAR NESTE DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

O BRASIL NADA TEM A CELEBRAR NESTE DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Todo dia 05 de junho, desde 1972, o mundo lembra da importância da conservação e proteção do meio ambiente em uma data criada pela ONU para levar a humanidade à reflexão e ao debate sobre este tema. E sempre nesta data o Brasil era lembrado como o grande ‘pulmão’ do mundo e o país que protagonizaria e conduziria o planeta a um futuro economicamente sustentável e ecologicamente consciente.

Mas como o verbo do parágrafo anterior mesmo nos diz, ‘era’. Hoje o nosso país é visto como um dos vilões do ecossistema e da sustentabilidade tanto buscada pelos países mais industrializados do mundo. Temos um ministro do meio ambiente totalmente anti ambiental, negacionista do aquecimento global e um exímio sabotador das instituições e das ONGs que lutam pela causa.

Em plena semana do meio ambiente, o ministro do governo Bolsonaro foi denunciado no STF, por crime de advocacia administrativa, obstrução de investigação e formação de quadrilha. A acusação é de que Salles interferiu em operação da Polícia Federal que reprimiu extração de madeira ilegal, no Pará e no Amazonas, no final de 2020. Incluindo a participação direta do ministro brasileiro na facilitação para que madeireiros concretizassem o envio das madeiras para fora do país.

Alvo de busca e apreensão em operação da PF, no final de maio, Salles vem recorrentemente enfraquecendo os órgãos de fiscalização como o Ibama, ICMBio, Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e Agência Nacional de Águas (ANA). Desde o início de sua ‘gestão’, Ricardo Salles já editou mais de 300 atos oficiais, incluindo PL’s, que colocam o meio ambiente em risco como a grilagem de terras, demarcação e exploração de terras indígenas e flexibilização dos licenciamentos ambientais para empreendimentos.

Isto mostra que ele está conseguindo ‘passar a boiada’, como declarou na fatídica reunião ministerial de 22 de abril de 2020. A continuidade de um ministro que realiza ações que põem em risco um dos maiores tesouros brasileiros e que, inacreditavelmente, segue como uma das peças intocáveis do presidente Bolsonaro, nos reserva um futuro sombrio e perigoso – ecológica e economicamente.

Fotos: Felipe Werneck/Ibama